Ferrari estréia novo carro em Ímola

Foi o próprio Michael Schumacher quem confirmou, hoje, enquanto visitava uma exposição de automóveis em Leipzig, Alemanha: "Estrearemos o novo carro em Ímola." A Ferrari irá disputar o GP de San Marino, dia 20, com o modelo F2003-GA para seus dois pilotos. "Já vencemos muito com o carro velho e agora teremos o novo, muito melhor. Não há com que se preocupar." Hoje os dois pilotos de testes da equipe italiana, Felipe Massa e Luca Badoer, treinaram em Mugello com o F2003-GA. Amanhã Schumacher e Barrichello assumem o carro. Se a situação da Ferrari e de seus pilotos no campeonato fosse distinta da de hoje, é possível que prosseguisse na competição com o modelo F2002, ao menos até a corrida seguinte à de Ímola, o GP da Espanha, dia 4 de maio. Mas enquanto Kimi Raikkonen lidera o Mundial com 26 pontos, Schumacher e Rubinho não fizeram mais de 8 pontos, na quinta colocação. Mais: a McLaren venceu as três etapas já realizadas e está com 41 pontos diante de 16 da Ferrari, terceira, atrás também da Renault, com 23. O F2003-GA irá estrear com bem menos quilometragem de testes que o F2002, ano passado. Quando Schumacher disse hoje "não há com que se preocupar" ele se referia a esse período relativamente curto de ensaios antes do primeiro GP. O piloto alemão analisou a fase da Ferrari na temporada: "No passado errávamos uma vez a cada campeonato, mas agora cometemos três erros consecutivos. Temos de admitir as críticas recebidas." Os comentários maiores do campeão do mundo atingiram o novo regulamento e as "jurisprudências" criadas no GP do Brasil. "É difícil aceitar que de repente se mude as regras. Perdemos a confiança", afirmou. O que ninguém da Ferrari gostou foi ver Charlie Whiting, responsável pela implantação no novo regulamento, autorizar a McLaren trocar o motor do carro de Kimi Raikkonen, o vencedor, entre a sessão de classificação, sábado, e a corrida, domingo. A McLaren alegou que havia uma vazamento de água no motor Mercedes, fez a solicitação por escrito a Whiting e foi atendida. O dirigente inglês consentiu também que as equipes mexessem na angulação da asa traseira e elevasse a altura do assoalho dos carros, por conta das mudanças nas condições do tempo. Nada disso seria permitido pelas novas regras. "Se a razão para permitir a alteração foi aumentar a segurança então deveríamos ter uma segunda opção de pneus de chuva", argumentou, com procedência o alemão. "Espero que ponham um fim nisso, porém as decisões são tomadas por cavaleiros que não sentam nos carros."

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