Ferrari feliz da vida com Schumacher

O diretor-técnico mais cortejado da Fórmula 1, Ross Brawn, da Ferrari, principal razão dos sucessos estratégicos da equipe, não conteve seus elogios a Michael Schumacher e falou como se o campeonato já tivesse mesmo acabado. "O que ele fez hoje aqui foi excepcional", comentou. "O fato de já ter sido campeão no ano passado fez com que esta temporada fosse bem menos estressante para ele." Apesar do fim de semana decisivo, Ross afirmou: "Não vi até agora Michael manifestar o menor sinal de pressão sobre si."A exemplo do que Nigel Mansell sempre disse da sua pole position no GP da Grã-Bretanha de 1992, em Silverstone, "a volta da sua carreira", Michael confessou ter obtido neste sábado uma volta perfeita. "Não creio que pudesse dar mais de mim e tirar qualquer milésimo a mais do carro", declarou sem afirmar, porém, que a sua nona pole no campeonato e a 41ª na carreira fosse a "volta da sua carreira", como Mansell. "Michael foi fantástico, seu tempo é belíssimo", definiu Jean Todt, diretor-esportivo da Ferrari. Pole position no GP da Hungria de 2000, estabelecida pelo alemão: 1min17s514. A de sábado 1min14s059, ou seja, 3 segundos e 455 milésimos melhor. "Diria que a competição entre os dois fabricantes de pneus (Bridgestone e Michelin) é a maior responsável por essa evolução", analisou Brown. E sobre pneus, o diretor-técnico disse que os três jogos economizados por Michael na sessão de classificação, já que completou apenas 6 das 12 volta permitidas, serão importantes neste domingo, durante as 77 voltas da corrida. "O incrível trabalho de Michael, de toda a nossa equipe, a velocidade do carro, creio que tudo isso deve estar colocando sobre nossos adversários enorme pressão", diz Brown.Tudo o que Michael precisa para ser campeão neste domingo é aumentar dos atuais 37 para 40 pontos a diferença que o separa de David Coulthard, da McLaren. Para a Ferrari ficar com o título de construtores necessitará apenas somar na Hungria sete pontos a mais que a McLaren. Até mesmo o terceiro lugar de Rubens Barrichello no grid não chega a ser um problema na sua visão. "Mika Hakkinen venceu aqui, ano passado, largando em terceiro. Com uma boa estratégia Rubens também pode disputar outra bela corrida." Ao contrário dos três últimos GPs, em que acabou por se classifcar muito atrás de Michael, neste sábado Rubinho voltou para a segunda fila do grid. Na Alemanha e na Inglaterra obteve o sexto tempo enquanto na França registrou apenas o oitavo. "Na primeira tentativa eu fiquei muito próximo do Michael (1min14s417 para o alemão e 1min14s953 para Rubinho), e na segunda estava ainda mais próximo quando encontrei tráfego", explicou. Os outros três brasileiros não conseguiram boas colocações. Luciano Burti, da Prost, obteve o 19º tempo, Enrique Bernoldi, Arrows, o 20º, e Tarso Marques, Minardi, o 22.º

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