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Festa como na era Senna em Interlagos

Está saindo tudo como Rubens Barrichello gostaria que fosse: primeiro nos treinos de sexta-feira, de novo o mais rápido neste sábado pela manhã e a conquista da pole position do 33.º GP Brasil. E mais: seu principal adversário na luta pela vitória, Michael Schumacher, da Ferrari também, vai largar na 18.º colocação. O alemão errou pela manhã, bateu e teve de passar para o carro reserva."Esse povo gritando meu nome, no fim minhas pernas estavam moles. Está saindo tudo certinho, vamos ver, o que importa é na corrida", falou Rubinho. A torcida, bastante numerosa, fez uma festa que lembrou a época em que Ayrton Senna competia.Nunca mesmo as chances de Rubinho realizar seu sonho de ganhar em casa, como diz, foram tão grandes. Cresceram, ainda, ao longo do fim de semana. "Até agora tudo tem sido fantástico, estou sereno, mais tranqüilo que ano passado, quando também obtive a pole, espero que seja um domingo ótimo não só para mim, mas para todos brasileiros", falou o piloto da Ferrari. Ao seu lado vai largar o amigo Juan Pablo Montoya, da Williams, enquanto Kimi Raikkonen, McLaren, é o terceiro no grid e Felipe Massa, Sauber, obteve excelente quarto lugar. Ricardo Zonta, da Toyota, reclamou pelo fato de o carro derrapar de frente e ficou apenas com o 14.º tempo.A corrida terá 71 voltas e a largada será às 14 horas. A previsão do tempo é de 80% de possibilidades de chuva, hoje, ao longo da prova. "É preciso manter os pés no chão, as condições podem mudar bastante amanhã", lembrou Rubinho, um especialista em disputas no asfalto molhado. Sua primeira dificuldade, disse, será manter-se em primeiro na primeira curva. "Montoya é um adversário duro." Os dois são amigos, mas já tiveram alguns incidentes, como em Indianápolis, ano passado, quando o colombiano tocou em Rubinho e acabou sendo punido. Até hoje o piloto da Williams afirma que isso o tirou da luta pelo título.Largando em 18.º, ficou mais complicado para Schumacher vencer novamente. O alemão já foi primeiro em Interlagos em 1994, 1995, 2000 e 2002. Com sua posição lá atrás no grid, os concorrentes mais diretos de Rubinho são Montoya e Raikkonen. E pode ser que não seja fácil para o piloto de São Paulo manter-se à frente dos dois no fim da corrida. As equipes que competem com Michelin, ao menos no asfalto seco, parecem ter pneus que resistam mais a várias voltas seguidas. Se isso for confirmado, Rubinho, que corre com Bridgestone, pode não ter o mesmo ritmo o tempo todo. No caso de chuva, ao menos até agora, a vantagem tem sido dos pilotos com Bridgestone. Os 65 mil ingressos foram vendidos e pode ser que haja neste domingo, em Interlagos, manifestações semelhantes às de 1993, quando Senna ganhou o GP Brasil debaixo de muita chuva.

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