FIA anuncia nesta 4ª punição à Michelin

A diretoria da Michelin e os representantes das sete equipes que competem com seus pneus conhecerão nesta quarta-feira, em Paris, a punição que lhes deverá ser imposta pelo Conselho Mundial da FIA. Todos são acusados de não disputar o GP dos Estados Unidos, em Indianápolis, dia 19. Apenas os três times da Bridgestone competiram. Hoje, Edouard Michelin, sócio da empresa, anunciou que reembolsará as cerca de 120 mil pessoas que pagaram ingresso para assistir à prova. Os 20 membros do Conselho, indicados pelo presidente da FIA, Max Mosley, além dele próprio e Bernie Ecclestone, promotor do Mundial, definirão o que pode ser desde uma simples repreensão a suspensões. O mais provável, contudo, é que todos paguem multas. O curioso é que as sete escuderias não correram porque a Michelin não deu garantias de que seu pneu suportaria as 73 voltas do GP dos Estados Unidos. Só por isso não o disputaram. Ralf Schumacher, da Toyota, já havia sofrido grave acidente na sexta-feira, por estouro do pneu traseiro esquerdo. Todas as alternativas de se viabilizar a disputa da prova, discutidas em Indianápolis, como a introdução de uma chicane antes da curva 13, foram rejeitadas por Mosley que, em nenhum instante, pensou em salvar o evento e, quem sabe, a permanência da Fórmula 1 nos Estados Unidos. As equipes da Michelin, no fundo a culpada por tudo, até se prontificaram a não receberem eventuais pontos conquistados. É possível que a postura altiva, de novo, da Michelin, de ressarcir os que pagaram pelos ingressos e ainda oferecer outros 20 mil da edição de 2006, se houver, deve influenciar a sentença no encontro de amanhã. A fabricante francesa apenas lamentou, no seu comunicado, a postura tendenciosa de Mosley.

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