FIA cobra das equipes prejuízo nos EUA

O clima na Fórmula 1 está cada vez mais explosivo, em conseqüência do fiasco de domingo. Hoje, surgiu a primeira ação contra os envolvidos no fracasso do GP dos Estados Unidos. A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) divulgou as cinco acusações às sete equipes que não disputaram o GP dos Estados Unidos por causa da falta de segurança dos pneus Michelin - Renault, McLaren, BAR, Sauber, Williams, Red Bull e Toyota - e deu sinais de que haverá punições. Além disso, o presidente da entidade, Max Mosley, exige que as equipes e a Michelin indenizem as cerca de 160 mil pessoas que foram domingo a Indianápolis. Não é só: os organizadores da corrida admitiram de forma mais incisiva que irão recorrer à Justiça para recuperarem o dinheiro que perderam e o primeiro alvo deve ser Bernie Ecclestone, o promotor da F-1, que pode ter contra si uma ação de US$ 13,5 milhões. E a BAR teme ter que pagar mais que os outros times. Como está sob observação por conta da fraude no tanque de combustível na corrida em Ímola que lhe tirou de dois GPS (Espanha e Mônaco), a equipe acha que pode receber uma penalização mais pesada que as outras. Mosley, que durante toda a confusão não cedeu um metro sequer em suas posições em nome do respeito à regra, bateu forte nas equipes e no fornecedor de pneus. "Creio que a Michelin e as sete equipes deveriam indenizar os espectadores. Com a negativa de correr, causaram um grande dano à imagem da F-1??, disse. Ao menos Mosley e Bernie receberam uma boa notícia hoje. Joie Chitwood, administrador de Indianápolis, acha que a F-1 deve correr lá em 2006. "Acreditamos que os Estados Unidos é um bom mercado para a F-1 e Indianápolis, um bom anfitrião. Não realizar o GP seria economicamente inviável??, afirmou. Ele deu a entender que está em estudo uma solução para os torcedores que pagaram ingressos: revalidá-los para 2006 ou devolver o dinheiro. Seria uma tentativa de evitar um enxurrada de ações. As equipes terão de se explicar ao Conselho Mundial da FIA no dia 29. É pouco provável que aconteça alguma suspensão, pelo óbvio motivo de que esvaziaria o grid. O mais provável é que sejam aplicadas pesadas multas. De todas as acusações, talvez a que mais pese é a de as equipes não terem avisado aos comissários a intenção de não disputar a prova. Isso feriu o artigo 131 do regulamento esportivo, que em sua redação obriga que tal tipo de comunicado seja feito no máximo 45 minutos antes do horário da largada. PNEU BOM - A Michelin informou hoje que ainda procura os motivos que levaram ao problema com seus pneus em Indianápolis. E garantiu, aos organizadores do GP da França (3 de julho), que em Magny-Cours seus pneus não apresentarão problemas.

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