Andrew Boyers/Reuters
Andrew Boyers/Reuters

FIA confirma implantação do 'halo' nos carros da F-1 a partir de 2018

'Shield', que protege a cabeça dos pilotos, foi testado em treino do GP da Inglaterra

Estadão Conteúdo

19 de julho de 2017 | 19h14

Cinco dias após testar o "shield" em treino do GP da Inglaterra, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) anunciou nesta quarta-feira que os carros da Fórmula 1 vão usar o "halo" a partir da próxima temporada. Trata-se de um dispositivo de segurança para a cabeça dos pilotos.

A decisão surpreende porque o "halo" recebeu muitas críticas em seus testes, no ano passado. E os dirigentes técnicos da FIA pareciam ter desistido deste dispositivo. Tanto que testaram no circuito de Silverstone o "shield", uma versão alternativa da proteção para os pilotos.

Semelhante a um para-brisa, feito de policarbonato e em formato curvo, o "shield" foi testado somente uma vez em um carro de F-1. E recebeu má avaliação do piloto alemão Sebastian Vettel, da Ferrari, que disse ter ficado "tonto" ao pilotar com o dispositivo. Ele afirmou também que o "para-brisa" distorcia a visibilidade.

Diante das críticas, a FIA resolveu voltar para o "halo", que já foi prontamente aprovado, em reunião da entidade, nesta quarta. A Federação garantiu que contou com "o apoio das equipes". De acordo com o site da revista inglesa Autosport, as equipes ficaram divididas na votação.

"A FIA confirma a introdução do Halo para 2018. Com o apoio das equipes, alguns ajustes de design serão feitos para aperfeiçoar o dispositivo", afirmou a entidade, em comunicado oficial. "Ficou claro que o Halo apresenta a melhor performance de segurança."

O halo é uma espécie de arco erguido sobre a cabeça dos pilotos, com três pontos de fixação no carro. Um destes pontos fica exatamente à frente do piloto, o que já causou críticas por possíveis prejuízos à visibilidade. Os próprios pilotos, porém, aprovaram o sistema após testes na semana passada.

A proteção para a cabeça dos pilotos virou preocupação mais forte para a organização da F-1 nos últimos anos após as mortes do francês Jules Bianchi e do britânico Justin Wilson. Ambos sofreram duros impactos na cabeça em corridas da F-1 e da Fórmula Indy.

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