FIA cria teto orçamentário para as equipes da F-1

Quem topar gastar até 30 milhões de euros terá benefícios como motor sem o desenvolvimento congelado

AE, Agência Estado

17 de março de 2009 | 12h34

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) anunciou nesta terça-feira uma mudança que deve garantir o futuro das equipes chamadas independentes na Fórmula 1. O Conselho Mundial da entidade definiu que, a partir de 2010, haverá a opção de as escuderias assumirem o compromisso de adotarem um teto orçamentário de 30 milhões de euros (cerca de R$ 95 milhões) por temporada.

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As equipes que optarem pelo teto orçamentário terão vantagens sobre as demais. Entre os benefícios estão a liberdade de trabalhar componentes aerodinâmicos, o uso de asas móveis e de um motor que não tenha o desenvolvimento congelados ou os giros limitados.

Na prática, a FIA pretende que todas as equipes adotem o teto, a fim de equilibrar financeiramente a categoria e diminuir as disparidades entre as escuderias apoiadas por montadoras e as independentes.

Mas, caso escuderias como Ferrari, McLaren, BMW e Toyota queiram desenvolver seus carros fora do teto orçamentário, elas terão esta opção. Todavia, perderão possibilidades técnicas de evolução dos modelos.

Além dos benefícios mecânicos, quem optar por seguir o limite de gastos não terá restrições no número de testes, simulações e utilização dos túneis de vento.

A FIA afirmou que fará uma auditoria constante sobre as equipes que aderirem ao teto orçamentário. O limite de gastos já incluirá o salário dos pilotos e funcionários - o que pode ser o maior empecilho para as equipes de ponta. As únicas despesas que ficam fora do cálculo são o motorhome e eventuais multas.

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