Andy Rain/EFE
Andy Rain/EFE

FIA e equipes mantêm impasse sobre o futuro da Fórmula 1

As partes não chegaram a nenhum acordo sobre o rgulamento para 2010, que prevê um teto orçamentário

AE - AP,

15 de maio de 2009 | 13h26

LONDRES - O impasse sobre o futuro da Fórmula 1 continua. As equipes, representadas pela Fota, e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) não chegaram a nenhum acordo nesta sexta-feira, durante reunião realizada em Londres para discutir o regulamento para 2010, que prevê um teto de gastos no valor de 40 milhões de libras (R$ 127 milhões), e desagrada a alguns times, que já ameaçaram abandonar a categoria ao fim da atual temporada.

 

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Em entrevista, o presidente da FIA, Max Mosley, contou que a reunião foi "amigável" e que as equipes devem apresentar uma contraproposta numa próxima reunião. "Esperamos preparados para ouvir o que eles têm a dizer", declarou o dirigente, responsável pela polêmica proposta ao lado de Bernie Ecclestone, dono dos direitos comerciais sobre a categoria.

 

A reunião não contou com a presença de Luca di Montezemolo, presidente da Ferrari e da Fota, que não viajou por causa da morte de seu pai e foi representado por Stefano Domenicali, chefe da equipe italiana, e John Howett, presidente da Toyota, uma das equipes que ameaçaram deixar a F-1 se não houver revisão das regras - as outras são Ferrari, Renault, Red Bull e Toro Rosso.

 

Durante o encontro, Mosley foi informado de que a Ferrari entrou com uma ação judicial num tribunal da França, sede da FIA, para contestar a mudança de regulamento, alegando que as equipes não tiveram direito a exercer seu poder de veto sobre as novas regras - outras das queixas da Fota, que acusa Mosley e Ecclestone de agir de forma unilateral.

 

A forma de reagir à crise financeira, que provocou a desistência da Honda no fim do ano passado, é um dos ponto de discórdia entre as equipes e a FIA, que estabeleceu o teto como maneira de reduzir custos, e ofereceu às equipes o discutível direito de gastar mais do que o valor estipulado, mas com restrições técnicas no desenvolvimento dos carros. As equipes alegam ter uma proposta para redução gradual de custos até 2011, e reclamam que suas ideias foram ignoradas pelos dirigentes.

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