FIA elogia tolerância zero contra racismo em Barcelona

'O racismo não tem vez no esporte a motor e não permitiremos que os racistas roubem isso aqui', diz porta-voz

EFE

06 de fevereiro de 2008 | 12h02

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) elogiou a política de "tolerância zero" anunciada pelas autoridades esportivas espanholas e responsáveis pelo circuito da Catalunha para prevenir incidentes racistas como o da semana passada, envolvendo o inglês Lewis Hamilton. No sábado, o piloto titular da McLaren foi alvo de insultos por parte de um grupo de espectadores que assistia aos treinos no circuito catalão. A FIA se disse satisfeita com as medidas adotadas, mas adverte que vigiará atentamente os próximos treinos (que serão transferidos para o circuito de Jerez na semana que vem) para comprovar se as medidas funcionam. "Ainda não recebemos um relatório completo, apenas garantias dos diretores do circuito e das autoridades esportivas espanholas de que foram adotadas medidas para prevenir abusos racistas como o da semana passada", disse um porta-voz da FIA ao jornal britânico The Guardian. "Sabemos que esse tipo de abuso é considerado crime na Espanha e que as autoridades não hesitarão em atuar se for necessário", acrescentou. O porta-voz da FIA comemora a "tolerância zero" e anuncia que todos estarão muito atentos nos próximos treinos "para ter certeza de que estão sendo adotadas as medidas necessárias para evitar que se repitam as cenas detestáveis de Barcelona". "O racismo não tem vez no esporte a motor e não permitiremos que os racistas roubem nosso esporte em prejuízo dos milhões de verdadeiros fãs do automobilismo no mundo todo", disse o porta-voz. O diretor-geral do circuito de Montmeló, Ramón Pradera, prometeu na segunda-feira que medidas serão tomadas para prevenir os incidentes. Apesar de Pradera ter considerado que a cobertura do ocorrido foi feita fora de contexto, disse que as medidas serão adotadas para que incidentes como este não se repitam no dia 27 de abril, durante a realização do Grande Prêmio da Espanha. "Estive presente o tempo todo e não posso generalizar levando em conta as ações de quatro ou cinco pessoas diante dos 50 mil espectadores que estiveram ali no fim de semana", indicou. Além disso, o diretor de Montmeló lembrou que logo após os comportamentos abusivos terem sido detectados no circuito, a organização "reagiu de forma imediata isolando a área, expulsando os agressores e retirando os cartazes", e que "no domingo não foi observado nada parecido".

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