Arquivo/AE
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FIA exclui salário de pilotos do orçamento da F-1 em 2010

Max Mosley, presidente da FIA, diz que teto para orçamento é necessário para evitar fechamento de equipes

Alan Baldwin, REUTERS

23 de abril de 2009 | 11h48

MANAMA, Bahrein - A entidade que comanda a Fórmula 1 decidiu excluir os salários dos pilotos e os custos com publicidade de um teto orçamentário opcional a ser introduzido na equipes na próxima temporada.

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O presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Max Mosley, também enviou às equipes uma carta, vista pela Reuters antes do Grande Prêmio do Bahrein, pedindo nesta quinta-feira que elas o informem até o fechamento de acordos se o teto de 30 milhões de libras (43,69 milhões de reais) terá de ser revisado.

Ele alertou que a categoria, que viu a saída da Honda em dezembro, corre o risco de perder mais duas equipes em 2010 se o teto não for uma opção. "Estamos próximos de concluir as regras, financeiras e técnicas, para a apresentação ao Conselho Mundial de Esportes a Motor, no dia 29 de abril", escreveu Mosley.

"As regras financeiras serão baseadas nos princípios estabelecidos pelas equipes e a FIA no ano passado. O ponto-chave é que o teto orçamentário para 2010 cobrirá todos os gastos dos times, com exceção de publicidade e pilotos", afirmou.

Aqueles que aceitarem o teto terão liberdade técnica muito maior do que as equipes que preferirem continuar com orçamentos ilimitados, teoricamente permitindo que uma escuderia seja competitiva com menos dinheiro.

Várias partes, incluindo a Lola e o ex-chefe de Benetton e BAR David Richards, mostraram interesse em entrar na categoria com tal teto, e Mosley afirmou que a FIA selecionaria três delas. "Isso demonstrará que, com menos de 30 milhões de libras, é possível ter uma equipe de Fórmula 1 que virtualmente é indistinguível de escuderias com gastos ilimitados", afirmou.

"Além das três novas equipes, temos indicações de que alguns dos times já existentes gostariam de contar com o teto em 2010", acrescentou o britânico. "Entretanto, isso pode significar um ajuste no número de 30 milhões. Vocês podem, por favor, indicar o que consideram ser uma quantia mínima aceitável para o teto?," indagou.

A opção foi pensada como parte de uma medida para cortes custos a fim de proteger o esporte da destruição causada pela queda do crédito mundial. A Associação das Equipes de Fórmula 1 (Fota) afirmou que os times poderão assegurar gastos de 6,5 milhões de euros (8,47 milhões de dólares) para motor e caixa de câmbio na próxima temporada. "As condições econômicas mundiais e as previsões pioraram consideravelmente desde que as metas de teto nos custos foram discutidas no ano passado", disse Mosley

"Como resultado, é provável que, sem a oportunidade de participar com um teto, perderemos pelo menos mais duas equipes para a temporada 2010, apesar das medidas de corte de gastos que a Fota já aceitou", acrescentou. "Isso nos deixaria com apenas 16 carros."

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