Reprodução/Instagram
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FIA proíbe pilotos de citarem nomes da Rússia e de Belarus até nas redes sociais

Reunião de emergência do Conselho Mundial de Automobilismo resulta em regras bastante severas a serem seguidas pelos competidores

Redação, Estadão Conteúdo

04 de março de 2022 | 12h30

A reunião de emergência do Conselho Mundial de Automobilismo na terça-feira após a invasão da Ucrânia trouxe medidas bastante rígidas e regras a serem seguidas à risca pelos pilotos e o pessoal envolvido diretamente no mundo da velocidade. Os nomes da Rússia e de Belarus foram praticamente banidos. Em um documento com várias normas, há até a proibição de citação dos países em redes sociais.

Pilotos com nacionalidade russa ou belarrussa estão liberados para disputar provas no automobilismo mundial, mas sem defenderem as cores e o hino de seus respectivos países. Todos terão de assinar um termo de compromisso.

"Não exibirei nenhum símbolo, cores ou bandeiras nacionais da Rússia/Belarus publicamente ou por meio de redes sociais ou meios de comunicação", traz o quarto item do documento divulgado pelo Federação Internacional de Automobilismo (FIA), publicado nesta sexta-feira.

Outro artigo bastante rígido é o sétimo. "Não farei declarações ou comentários, tomarei quaisquer ações ou me comportarei de maneira que seja prejudicial aos interesses da FIA, em qualquer competição e/ou no automobilismo em geral. No lado particular, não expressarei nenhum apoio (direto ou indireto) para o russo e/ou belarusso sobre atividades em relação à Ucrânia."

A Fórmula 1 já havia banido o GP da Rússia em definitivo do calendário e pilotos russos foram proibidos de disputar corridas no Reino Unido. O descumprimento das regras vai gerar penalidade dura aos pilotos.

A FIA condenou a invasão russa na Ucrânia e o apoio prestado por Belarus. Os representantes do país no automobilismo não poderão, ainda, ter citações de seu país em capacete, carro, uniforme, itens pessoais... E nem mesmo cantar o hino em local de competições.

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