Olivier Morin/AFP
Olivier Morin/AFP

FIA investiga pressão de pneus, mas não tira vitória de Hamilton

Carro do inglês apresentou pneus com 0,3 psi abaixo do permitido

Estadão Conteúdo

06 de setembro de 2015 | 11h50

Atualizada às 13h05

A fácil vitória de Lewis Hamilton no GP da Itália de Fórmula 1 quase escapou de suas mãos neste domingo, 6. Pouco após o fim da prova no circuito de Monza, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) comunicou que o piloto inglês e o alemão Nico Rosberg, seu companheiro de equipe na Mercedes e que abandonou a corrida, estavam sob investigação por suposta violação da pressão mínima dos pneus.

Em um comunicado, a FIA explicou que a orientação da Pirelli era para que os pneus tivessem pressão acima de 19,5 psi (libra-força por polegada quadrada) no início do GP da Itália. Os dois carros da Mercedes, porém, não cumpriram a especificação determinada pela fornecedora de compostos.

A investigação realizada pela FIA apontou que o pneu esquerdo traseiro de Hamilton estava 0,3 psi abaixo do indicado, enquanto o mesmo composto de Rosberg se apresentava 1,1 psi abaixo do determinado. A federação revelou ainda que os pneus dos carros da Ferrari também foram avaliados, mas estavam com a pressão dentro do estipulado pela Pirelli.

Em seu comunicado, a FIA relata que a Mercedes recebeu a informação de que estava sob investigação às 10h04 (horário de Brasília), ainda com o GP da Itália em andamento. Isso explica a razão para a equipe, já nas voltas finais da prova, pedir para Hamilton forçar o ritmo com o intuito de manter a vantagem sobre o alemão Sebastian Vettel, o segundo colocado.

A JUSTIFICATIVA DA MERCEDES

No entanto, após deliberação, a FIA acatou a justificativa da Mercedes explicando que, ao início da corrida, os pneus estavam com a pressão mínima exigida pela categoria. A vitória de Lewis Hamilton, assim, foi mantida. 

"Os comissários determinaram que a pressão dos pneus nos carros em questão estavam de início na recomendação mínima da Pirelli quando eles foram colocados no carro".

Ao fazer essa determinação sobre as pressões, os comissários observaram que os cobertores de aquecimento de pneus foram desligados da sua fonte de energia, como é o procedimento normal, e os pneus estavam significativamente abaixo da temperatura máxima no momento da medição da FIA no grid, e as temperaturas eram significativamente diferentes de outros carros medidos no grid", explicou a FIA.

"Os comissários decidiram não tomar nenhuma ação adicional. No entanto, os comissários recomendam que o fabricante de pneus e a FIA realizem novas reuniões para fornecer uma orientação clara para as equipes sobre os protocolos de medição", concluiu.

Com a manutenção do resultado final do GP da Itália, Hamilton quase dobrou a sua vantagem na liderança do Mundial de Pilotos para o alemão Nico Rosberg, seu companheiro de equipe na Mercedes e que também estava sob investigação, cujo motor pegou fogo nas voltas finais do circuito de Monza. O inglês está com 252 pontos, enquanto o alemão soma 199. 

Hamilton teve uma vitória tranquila, ainda mais que o finlandês Kimi Raikkonen, segundo colocado no grid, ficou com a sua Ferrari parada na largada, caindo para a última posição. Assim, sem sustos e com uma pilotagem perfeita, o inglês venceu o GP da Itália com uma vantagem de 25 segundos para o alemão Sebastian Vettel, da Ferrari. O brasileiro Felipe Massa, da Williams, foi o terceiro colocado.

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