FIA muda regra para atender Red Bull

Dieter Mateschitz, dono da Red Bull, solicitou à FIA e foi atendido: a entidade reviu, hoje, a norma que proibia pilotos que tenham disputado mais de seis GPs de treinar nas sessões livres de sexta-feira como terceiro piloto das equipes com direito a usar o terceiro carro, da quinta à decima colocada entre os construtores na temporada anterior. Com isso, o austríaco Christian Klien, da Red Bull, que será substituído na próxima etapa do campeonato, dia 24 em Ímola, pelo italiano Vitantonio Liuzzi, poderá trabalhar como terceiro piloto. Klien, que estava incorformado com a perda da vaga, ainda que momentânea, ganha, assim, um pequeno consolo para sua decepção. Curiosamente, o anúncio da FIA surgiu um dia apenas depois de a Red Bull confirmar presença, junto de Ferrari e Jordan, na reunião de amanhã para discutir o regulamento da Fórmula 1 nos próximos Mundiais. Mateschitz teve de convencer, também, os responsáveis pelas nove demais equipes a concordar com seu pedido. Renault, Toyota, McLaren, Williams, BAR, Sauber e Minardi já anunciaram que não irão ao encontro de amanhã convocado pelo presidente da FIA, Max Mosley. Elas não concordam com o critério de distribuição de dinheiro gerenciado por Bernie Ecclestone, da Formula One Management (FOM). A Ferrari aceitou os termos do acordo proposto pelo dirigente e recebeu, como uma espécie de luvas, US$ 100 milhões. O sempre arredio Juan Pablo Montoya deverá estar ainda mais inacessível e agressivo durante os dias do GP de San Marino, em Ímola. Ele estará no circuito Enzo e Dino Ferrari, na Itália, acompanhando os trabalhos de sua equipe, a McLaren, e seu substituto, Pedro de la Rosa ou Alexander Wurz. Existe ainda a possibilidade de Montoya disputar a corrida. Os médicos irão examinar o omoplata fraturado pouco antes da prova de Bahrein, enquanto praticava motocross, apesar de sua alegação ter sido a de que "jogava tênis." A aproximação da Ferrari a sua equipe, Renault, é já esperada por Fernando Alonso, líder do campeonato, com 26 pontos, dos 30 possíveis. "Uma hora eles vão nos alcançar, infelizmente. O campeonato é longo e a Ferrari sabe o que faz", declarou. Mas isso não assusta Alonso, espanhol de 23 anos. "Estou otimista. Temos em curso importantes aprimoramentos para nosso carro."

Agencia Estado,

14 de abril de 2005 | 19h30

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