FIA muda sistema de pontuação na F-1

A Comissão de Fórmula 1 frustrou todos que desejavam ver aprovadas mudanças radicais no regulamento já para a próxima temporada, como o uso do lastro nos carros. Mas as alterações introduzidas no encontro de hoje, em Londres, todas nas regras esportivas e não técnicas, estão também longe de pouco representarem para a competição. "Havia um estreito limite entre não fazermos nada e mexermos em tudo. Acho que encontramos o melhor compromisso", afirmou Max Mosley, presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA). Se a Comissão não foi radical, ao menos mudou algo que há muito era reivindicado pelas equipes médias e pequenas: o critério de pontuação. Além de aumentar suas chances de marcar pontos, porque agora são os oito primeiros, a diferença de apenas dois pontos entre o somado pelo vencedor e o segundo colocado sugere que Michael Schumacher terá maiores dificuldades para disparar na classificação no ano que vem. O novo sistema de tomada de tempos também joga contra o alemão e a Ferrari. Por ter sido o campeão do ano passado, Schumacher será o primeiro a ir para a pista no GP da Austrália, abertura do próximo Mundial, na sexta-feira à tarde, para apenas uma volta lançada. Será a classificação nesse treino que indicará a ordem de entrada na pista no sábado, no treino que define o grid. E o primeiro na sexta-feira tem a possível vantagem de ser o último a registrar seu tempo, em uma volta lançada apenas e sozinho no circuito. O último na sexta-feira será o primeiro a regitrar seu tempo. A ordem será invertida. Em geral, os tempos melhoram no final da sessão. O líder na classificação do campeonato será o primeiro na etapa seguinte a entrar na pista na sexta-feira, o que tende a ser uma desvantagem. Outro golpe na Ferrari foi a liberdade dada aos fabricantes de pneus para desenvolver jogos exclusivos para seus times. Assim, a Michelin poderá produzir um pneu para as características da Williams e da McLaren, como já fez a Bridgestone com a Ferrari este ano, seu único time de ponta. Os treinos particulares deverão ser revistos com a opção dada pela Comissão hoje. Os times podem limitar os testes a 10 dias por ano, mas contarão com a grande vantagem de dispor de duas horas a mais de treinos livres na sexta, podendo contar até com o piloto reserva, ou seja ter três carros na pista onde será realizada a corrida no domingo. As suas chances na prova crescem bastante. "À menor supeita de jogo de equipe, com os pilotos invertendo posições na corrida, os comissários serão chamados para agir", disse Mosley, para explicar a proibição da lesiva prática.

Agencia Estado,

28 de outubro de 2002 | 13h16

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