FIA quer motor mais barato e mais barulhento para futuro da F-1

Mudanças deverão ser implantadas a partir da temporada do ano de 2021

Estadão Conteudo

01 de abril de 2017 | 14h22

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) revelou neste sábado que já começou a discutir os motores da Fórmula 1 para a temporada 2021 em diante. Na primeira reunião sobre o assunto, na sexta-feira, a entidade chegou a conclusão de que a próxima geração de unidades de potência da categoria terá que ser mais barata e mais barulhenta.

A FIA chegou a esta conclusão após reunião em Paris com os novos detentores dos direitos da F-1, com os sócios da entidade, com os fornecedores de motores e até com a participação de fornecedores independentes, que não estão vinculados atualmente com a Fórmula 1.

"Fiquei muito feliz com todo esse processo de discussão e com o fato de que tão diferentes sócios concordaram com a direção que a F-1 precisa seguir nesta área técnica tão importante", declarou o presidente da FIA, Jean Todt, que só revelou o conteúdo da reunião neste sábado.

Entre as conclusões da reunião estão a busca por motores mais baratos, mais simples, porém sem perder a potência; a procura por unidades de potência mais barulhentos; e a meta de que os pilotos possam duelar cada vez mais nas pistas. Tudo isso, claro, sem acabar com o status da F-1 de "pináculo da tecnologia automobilística, como laboratório de tecnologia que seja relevante também para os carros comuns".

"Claro que agora nós precisamos sentar para trabalhar e ajustar os detalhes mais finos para definirmos como serão os motores a partir de 2021. Mas começamos com o pé direito e estou ansioso para participar de todo este processo, chegando à melhor decisão para o futuro da F-1", declarou Todt.

A proposta discutida nesta reunião da FIA faz parte das mudanças recorrentes que atingem a F-1 de tempos em tempos. A última aconteceu em 2014, quando os carros passaram a contar com motores V6 turbo, de 1,6 litro, em substituição ao V8. A unidade de potência, então, passou a contar com um sistema de recuperação de energia.

Aquela mudança, assim como a que está em discussão atualmente, visava reduzir os custos de produção dos motores e torná-los mais ecológicos, sem tanto gasto de combustível. Mantendo esta meta, a FIA deve procurar novamente diminuir os custos das unidades de potência, porém sem reduzir a potência ou o barulho, como aconteceu com a mudança anterior.

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