FIA reitera necessidade de reduzir custos da Fórmula 1

Entidade mostra preocupação com a crise financeira que deixou Marussia e Caterham fora do GP dos Estados Unidos

Estadão Conteúdo

30 de outubro de 2014 | 16h13

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) demonstrou preocupação nesta quinta-feira com a crise financeira que afastou a Marussia e Caterham do GP dos Estados Unidos de Fórmula 1 - as equipes ainda não sabem se disputará as outras duas corridas da temporada, no Brasil e em Abu Dabi.

Em comunicado, a FIA aproveitou a baixa dos dois times na próxima etapa do campeonato para reiterar a necessidade de reduzir os altos custos da F1. "Estas ausências levantam novamente a questão do equilíbrio econômico dentro da Fórmula 1 e justifica a posição, reforçada muitas vezes pela FIA, em favor de qualquer iniciativa que ajude a reduzir os custos, com o objetivo de garantir a sobrevivência do atual grid e a manutenção do potencial atrativo da categoria para a entrada de novas equipes", registrou a entidade.

A entidade defende a redução dos custos desde 2009, quando o então presidente Max Mosley apresentou proposta de estabelecer um teto orçamentário para a categoria. A medida limitaria os gastos das equipes e reduziria o desequilíbrio entre as grandes e as equipes nanicas. A proposta, contudo, não foi além, já que Mosley deixou o cargo no mesmo ano, substituído por Jean Todt, que não conseguiu convencer as equipes a aprovar o teto.

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Desde então, o assunto tem ganhado pouca atenção por parte dos times e dirigentes. Motivada pela crise das equipes pequenas, a FIA afirmou, sem dar detalhes, que vai manter "cooperação com a FOM [detentora dos direitos da F1] e os diferentes acionistas para continuar trabalhando com o objetivo de manter a atratividade do campeonato a o equilíbrio na participação das equipes nos próximos anos".

Em grave crise financeira, Marussia e Caterham anunciaram em menos de uma semana que foram entregues a administradores legais, diante da dificuldade dos proprietários de manter os times em atividade. Assim, desistiram de viajar até os Estados Unidos para disputar o GP deste fim de semana. E colocaram em dúvida a participação nas duas provas restantes do ano.

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