Fórmula 1 abre disputa para ter novo fornecedor de pneus

A direção da Fórmula 1 abriu nesta sexta-feira a disputa para ter um novo fornecedor de pneus a partir da temporada 2017. A categoria busca um novo parceiro para substituir a Pirelli, que ainda não sinalizou se vai renovar seu contrato, até 2019. De acordo com a F1, as empresas interessadas devem enviar suas inscrições até o dia 17 de junho, cumprindo com todos os pré-requisitos técnicos e de segurança.

Estadão Conteúdo

22 de maio de 2015 | 12h29

Ao anunciar a abertura da concorrência, a direção da F1 antecipou a possibilidade de introduzir pneus mais largos a partir de 2017 para dar maior velocidade aos carros. A expectativa é de que os novos compostos ampliem o desempenho dos monopostos em até seis segundos por volta.

A Pirelli, que fornece pneus para a categoria desde 2011 e tem contrato até o fim do próximo ano, ainda não se manifestou oficialmente sobre a abertura da concorrência. O diretor esportivo da empresa italiana, Paul Hembery, disse que precisa conferir os novos pré-requisitos exigidos pela F1 para avaliar uma possível proposto de renovação.

"Vai depender do que o esporte quer e aí você precisa compreender as regras, quais custos estarão envolvidos. Não dá para ter uma resposta até conhecer os parâmetros", disse Hembery, que não demonstrou confiança na permanência da Pirelli na categoria. "Eu posso estar aqui [em 2017] ou posso estar sentado numa barco, tomando champagne enquanto assisto às corridas. Provavelmente será melhor estar sentado no barco."

A F1 abre a concorrência para nova fornecedora de pneus justamente num momento em que se discute mudanças para tornar as corridas mais atraentes para o público. Neste semana, o piloto Fernando Alonso chegou a sugerir que a categoria voltasse a contar com vários fornecedores de pneus, retomando o duelo protagonizado por Michelin e Bridgestone nos anos 2000.

A ideia, contudo, foi combatida por chefes de equipes. "Espero que não apareça nenhuma ''guerra'' de pneus porque isso vai significar que apenas dois times vão ganhar os melhores pneus", afirmou Franz Tost, chefe da Toro Rosso. "Quando a Michelin estava na categoria, estava com a Renault, e é por isso que Alonso tem boas memórias", disse, referindo-se aos dois títulos conquistados pelo espanhol com a equipe francesa. "

Para o chefe da Red Bull, Christian Horner, dois ou mais fornecedores de pneus aumentariam os custos da categoria. "Isso iria aumentar os gastos de forma imensurável. Você teria que desenvolver seu carro tendo por base um pneu específico, então acho uma boa ideia ter um fornecedor único", declarou.

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