Aly Song/Reuters
Aly Song/Reuters

Fórmula 1 admite possibilidade de alterar calendário por causa do coronavírus

Categoria monitora surto na Ásia e pode mudar a data do GP em Xangai, que está marcado para 19 de abril

Redação, Estadão Conteúdo

30 de janeiro de 2020 | 12h22

A Fórmula 1 está monitorando de perto o surto de coronavírus na China e modificará seu calendário de corridas, se necessário. Em meio à crescente preocupação com a propagação do vírus, alguns eventos esportivos internacionais foram adiados e torneios de qualificação para a Olimpíada de futebol, basquete e boxe foram levados para outras localidades.

O último cancelamento se deu nesta quinta-feira, da Semana do Equestre da Ásia, que estava agendada para os dias 13 a 16 de fevereiro em Hong Kong, que está paralisando as ligações ferroviárias com a China como precaução para limitar a propagação do vírus.

O GP da China em Xangai está marcado para 19 de abril e pode estar em risco de adiamento ou mesmo cancelamento. A direção da categoria disse em comunicado nesta quinta-feira que "avaliará o calendário de suas próximas corridas" sob a supervisão de Gerard Saillant, presidente da sua comissão médica e, se necessário, "tomar qualquer ação requerida para ajudar a proteger a comunidade global do automobilismo e o público." A última corrida da Fórmula 1 a ser cancelada foi o GP do Bahrein em 2011 por causa de protestos violentos no país.

A primeira etapa da Fórmula 1 em 2020 é o GP da Austrália em Melbourne em 15 de março, seguido pelo GP do Bahrein em Sakhir uma semana depois, e o estreante no calendário GP do Vietnã em Hanói em 5 de abril. Na sequência, então, vem a prova chinesa.

Na quarta-feira, o Mundial Indoor de Atletismo em Nanquim foi adiado em um ano, para março de 2021. A primeira etapa da Copa do Mundo de Esqui Alpino, que seria realizada no próximo mês no percurso da Olimpíada de Inverno de Pequim de 2022, em Yanqing, também foi postergado. Mais de 170 mortes foram registradas na China por causa da doença.

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