Fórmula 1 entra na "era do botão"

Ao mesmo tempo em que vários pilotos demonstram grande preocupação com a largada do GP de Mônaco, no próximo domingo, em razão da falta de espaço na pista para desviar dos carros que ficarem parados no grid, os técnicos das equipes já trabalham numa segunda geração do sistema automático de largadas. "Penso que em breve os pilotos precisarão apenas apertar um botão no volante na hora em que o sinal vermelho apagar", diz Adrian Newey, projetista da McLaren.O brasileiro Ricardo Zonta é piloto de testes da Jordan. Muitas vezes ele já testou o sistema de largada automática de seu time, que na prova da Áustria, falhou e fez Heinz-Harald Frentzen e Jarno Trulli, os titulares da escuderia, ficarem parados no grid. "Nós elevamos os giros do motor até mais ou menos 12 mil rpm, antes era 9 ml rpm, e apertarmos um botão. O controle de tração faz o resto", explica. "Mas ainda há margem para erro humano, caso você não esteja na rotação indicada, por exemplo." Em breve até mesmo essa pequena margem para os pilotos de F-1 se equivocarem nessas manobras desaparecerá.Os sistemas de largada na F-1 serão de verdade automáticos na sua visão. "Precisamos levar para o hotel uma cartilha com as explicações dos recursos que agora dispomos", conta Rubens Barrichello, da Ferrari.Rubinho lembra que há uma seqüência de procedimentos a ser seguida nos momentos que antecedem a largada, preparando esses recursos que permitirão o controle da largada ser automático. Se o piloto errar o resultado será a menor eficiência ou mesmo falha do sistema.

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