REUTERS / Massimo Pinca
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Fórmula 1 estreia GP de Miami como sinal da crescente popularidade da categoria nos EUA

Com três corridas no calendário a partir de 2023, o país americano se coloca como um dos mercados prioritários para o automobilismo

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de maio de 2022 | 11h43

Com a expansão do calendário de provas da Fórmula 1, os EUA voltam a receber dois GPs em uma mesma temporada, o que não acontecia desde 1984. Iniciando neste domingo, com a etapa de Miami, o país também realizará o clássico GP dos Estados Unidos, em Austin, no Texas, e a partir de 2023 o circuito de rua noturno de Las Vegas integra o calendário.

Essa variedade de provas em solo americano evidencia o crescimento da categoria entre os fãs de automobilismo nos EUA. O país, que tem a Fórmula Indy e a Nascar como as favoritas do público, enxerga na Fórmula 1 uma alternativa empolgante à esses outros campeonatos, que já estão enraizados na cultura norte-americana. O GP de Miami teve seus ingressos esgotados em menos de uma hora, apesar dos preços elevados. 

Os EUA entraram pela primeira vez no calendário da Fórmula 1 em 1959, mas passou por altos e baixos durante esses mais de 60 anos. Desde a corrida inaugural em Sebring, na Flórida, sua presença na categoria flutuou de três corridas anuaia a nenhuma. A partir de 2012, com o circuito em Austin, os EUA passaram a ter uma etapa permanente no calendário.

"É realmente incrível ver que temos tido sucesso e que há um amor crescente nos Estados Unidos", afirmou Lewis Hamilton, piloto da Mercedes e heptacampeão mundial. No início de sua carreira, em meados dos anos 2000, ele relatou que observava uma "lacuna entre os Estados Unidos e o resto do mundo em termos de paixão".

A exploração de novos mercados consumidores para a competição tornou os Estados Unidos em uma das prioridades da Fórmula nos últimos anos. Em 2017, quando o grupo americano Liberty Media adquiriu os direitos de transmissão e comerciais, o foco foi aumentar a audiência entre os mais jovens, nas redes sociais e no mundo digital. A compra pôs um fim aos 40 anos de controle de Bernie Ecclestone, britânico, sobre a categoria.

Além do país norte-americano, a Ásia e o Oriente Médio foram outras regiões que observaram um crescimento da audiência na última década. Como resultado, a temporada de 2021 observou uma média 934.000 espectadores por etapa somente nos Estados Unidos, 54% superior em comparação a 2021. No resto do mundo, registrou cerca de 445 milhões de espectadores únicos ao longo do ano.

Esse crescimento na audiência "teve consequências mais importantes do que o aumento do número de fãs", declarou Lizzie Isherwood, da agência de marketing CSM Sport&Entertainment. "Do ponto de vista comercial, estamos vendo uma proliferação de marcas americanas na F1". Cerca de 40% dos acordos firmados com a Fórmula 1 no último partiram de marcas com sede nos Estados Unidos.

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