Pierre Albouy/Reuters
Pierre Albouy/Reuters

Fórmula 1 mira GP na África e melhorias no calendário para 2022

Categoria máxima do automobilismo mundial entende que pode eliminar rodadas triplas do seu calendário

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de fevereiro de 2021 | 21h20

O calendário da Fórmula 1 para a temporada 2021 segue com diversas incógnitas, até mesmo a data de abertura do campeonato está em discussão. Mesmo assim, a categoria máxima do automobilismo mundial está de olho no futuro e pretende levar ao menos uma corrida novamente para a África.

Quem reabre essa possibilidade é o CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali, que já foi chefe da escuderia Ferrari. O italiano afirma que a África do Sul e países do norte do continente já expressaram seu interesse em receber a categoria.

O último GP da África do Sul ocorreu em 1993, no circuito de Kyalami, que fora reformado anos antes e recebeu críticas por mudanças que provocaram lentidão na corrida e diminuição de ultrapassagens.

Recentemente, a Cidade do Cabo manifestou intenção de receber uma prova de rua. O mesmo aconteceu com Marrakesh, capital do Marrocos, que recebe uma corrida da Fórmula-E.

O encaixe de provas na África no calendário depende também da localização do país, uma vez que uma corrida no norte do continente, por exemplo, teria que buscar espaço na fase europeia da temporada.

"Há áreas que demonstraram interesse, basicamente a África do Sul e países do norte da África. Isso é muito importante, em termos de ter um novo local ou um antigo, que possui uma grande relação histórica com a F-1. E não podemos esquecer de algumas corridas europeias que ficaram para trás, mas estão demostrando interesse em retornar", afirmou Domenicali.

Há alguns anos, a Fórmula 1 tem declarado que o número ideal de corridas por temporada é 25. No entanto, equipes e pilotos questionam essa possibilidade, pois haveria dificuldades logísticas para sua realização.

"O que acontecerá no futuro é que precisamos decidir o número ideal de corridas, quais áreas são mais interessantes para uma investida estratégica, em termos de transmissão e patrocinadores", explicou o CEO.

Para 2021, a categoria prevê a realização de 23 Grandes Prêmios, o maior número da história. Para tal, o calendário precisou agrupar sequências de três corridas em fins de semana consecutivos.

As rodadas triplas foram introduzidas em 2018, sofreram muitas críticas e, por isso, foram abolidas das temporadas seguintes. Porém, em 2020 a situação foi inevitável devido ao adiamento do início da temporada, causado pela pandemia de covid-19. Em 2021, a situção se repete em três momentos, todas na segunda parte do calendário. São elas: Bélgica-Holanda-Itália, Rússia-Cingapura-Japão e Estados Unidos-México-Brasil. Com isso, em 11 semanas, haverá 9 corridas.

Uma das promessas dos organizadores é que rodadas triplas não se repitam já em 2022, quando a pandemia deve estar mais controlada.

A curto prazo, neste ano, esse era o único modo de minimizar os efeitos da covid-19. Se tivéssemos mais corridas na primeira parte do calendário, o risco seria muito maior. É por isso que o segundo semestre está lotado. Precisamos encontrar um balanço e espero que no próximo ano, com a situação mais estável, possamos evitar as rodadas triplas ao máximo. É preciso considerar também as implicações logísticas que elas têm para a F-1", finalizou o italiano.

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