Fórmula 1 prevê dificuldades na Malásia

As etapas do Mundial de Fórmula 1 são, agora, disputadas em dois tempos, com a obrigação de disputar dois GPs com apenas um único motor. A prova de abertura do campeonato, dia 6 na Austrália, correspondeu ao primeiro tempo. Domingo, sob o calor intenso da Malásia, acontecerá o segundo. "As chances de quebra são bem maiores", admitiu o inglês Pat Symonds, diretor de engenharia da Renault, equipe sensação em Melbourne.Ainda na Austrália, Jean Todt, diretor da Ferrari, comentou que a "hora da verdade será no circuito de Sepang", na Malásia. "Ninguém simulou disputar dois GPs, sob temperaturas elevadas, na pré-temporada", lembrou o dirigente francês. É exatamente nisso que Rubens Barrichello aposta para conseguir um bom resultado na corrida deste domingo: "Podemos não ter o carro mais rápido da pista, mas seguramente o mais confiável." Na Malásia, o asfalto atinge até 60 graus e a temperatura ambiente frequentemente ultrapassa os 40 graus. Por isso, a prova de Sepang será também um desafio para os pneus, agora com a exigência de resistir às duas sessões de classificação e à corrida inteira. "Acrescente o esperado desgaste elevado de pneus no fim da corrida ao profundo estresse físico do piloto. As possibilidades de cometermos um erro vão crescer", prevê o italiano Giancarlo Fisichella, da Renault, vencedor do GP da Austrália.Fisichella acredita ainda que por ser o primeiro circuito fechado de velocidade, já que em Melbourne a pista é de rua, dentro de um parque, o GP da Malásia dará uma idéia mais precisa do potencial de cada equipe para o restante da temporada. "Imagino que a McLaren e a Ferrari vão ser bem mais fortes que na Austrália", avisou o italiano da Renault.

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