Fórmula 1 quer acelerar decisões de comissários de corridas

Medidas teriam como objetivo acelerar as decisões em provas e evitar algumas das polêmicas vistas em 2007

Alan Baldwin, Reuters

28 de janeiro de 2008 | 18h30

A Fórmula 1 vai criar nesta temporada uma nova estrutura para os comissários das corridas, na esperança de acelerar as decisões e evitar algumas das polêmicas vistas em 2007, disse a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) na segunda-feira. O presidente da entidade, Max Mosley, anunciou que o comissário-permanente Tony Scott-Andrews, que está se aposentando, não será substituído. Em seu lugar, haverá um administrador sem voto, Alan Donnelly. O britânico Donnelly, ex-eurodeputado pelo Partido Trabalhista, já havia comparecido a algumas corridas como representante de Mosley ou como consultor da FIA. "Alan Donnelly estará lá em todas as corridas", disse Mosley a jornalistas. "A idéia é de que ele não tenha voto. Haverá três comissários que votam, mas o trabalho de Alan será acima de tudo fazer a interface entre eles, o controle da prova, a imprensa e assim por dia. Em segundo lugar, será tentar manter o impulso para que tenhamos decisões rapidamente. Não há desculpa para demorar tanto", acrescentou Mosley. O trabalho dos comissários foi determinante na segunda metade da temporada passada, e o resultado do campeonato passou semanas sob dúvida por causa de um recurso da McLaren sobre a temperatura do combustível usado por seus rivais em Interlagos. Mosley disse que Donnelly, que também colabora com o Comitê Olímpico Internacional (COI) em questões de administração desportiva, vai "manter a pressão para que as coisas sejam feitas rapidamente". A temporada começa em 16 de março, na Austrália. 

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