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Fórmula 1, um evento de contrastes

Você já ouviu falar em Michael Schumacher? É a pergunta do repórter à sempre solícita Maria José Rodrigues Lima, 28 anos, uma das centenas de responsáveis pelo serviço de limpeza do autódromo de Interlagos e seu um milhão de metros quadrados. Ela estava em frente ao box da Ferrari. A resposta: "Não, moço." Maria José sente-se uma felizarda por ter sido escolhida para trabalhar um mês no circuito, ganhando um pouco mais do que o salário mínimo. "Estou desempregada, esse dinheiro vai ajudar muito", revelou.A Fórmula 1 no Brasil é ainda mais contrastante do que quando está na Europa. A quase totalidade dos contratados pela empresa Whiteness para, em dois turnos, recolher continuamente o lixo do autódromo de Interlagos é de pessoas extremamente simples. Residem em bairros distantes da periferia de São Paulo.O motor de um carro de Fórmula 1, por exemplo, tem vida útil de 800 quilômetros, em média, e custa cerca de 200 mil dólares. Os 20 pilotos da categoria ganham entre US$ 1 milhão e US$ 40 milhões por ano. Esses números, todos impressionantes, são incompreensíveis para Maria José e todas as outras funcionárias da limpeza de Interlagos. "Não sei o que é isso, moço", admitiu.

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