Divulgação/Fórmula E
Divulgação/Fórmula E

Fórmula E começa nos próximos dias a testar nova geração de carro

Versão dispensa a troca de carro pela durabilidade da bateria e vai estrear na categoria no segundo semestre

Ciro Campos, enviado especial a Punta del Este*, O Estado de S. Paulo

18 de março de 2018 | 07h00

Os pilotos da Fórmula E deixam o Uruguai, onde disputaram no sábado a etapa de Punta del Este, ansiosos pelo primeiro contato com a nova geração de carros da categoria. Os modelos da segunda geração foram lançados há cerca de dez dias, em Genebra, na Suíça, e trazem para a competição uma grande expectativa de mudança, principalmente por ter uma bateria mais durável.

+ Perto de título, francês desabafa sobre esforço da equipe

+ Lucas di Grassi protesta contra punição: 'Foi uma piada'

A versão atualizada dos modelos vai dispensar a troca de carro no meio das corridos, como feito atualmente. Os modelos terão 250kw de potência e não mais 150kw. Com isso, a velocidade chegará até 280 km/h. Os modelos também passarão a ter uma faixa de LED para mostrar a estratégia da equipe, o modo da bateria e outras informações. Passará a ser utilizado o halo como dispositivo de segurança.

Nos bastidores da Fórmula E, a expectativa é de com o novo carro, conseguir popularizar a competição. "O impacto será impressionante, sobretudo para novas gerações. O carro é uma espécie de 'Batmóvel' e vai nos ajudar a trazer fãs mais jovens. Tomamos uma decisão acertada e a reação de todos com o novo carro deverá ser fantástica", disse ao Estado o fundador e diretor da categoria, Alejandro Agag.

O piloto Nelsinho Piquet disse neste sábado estar ansioso para o primeiro contato com o veículo. "Devemos fazer o primeiro teste daqui uma semana, lá na Espanha. Quero saber como será", disse o brasileiro. "Os carros vão ficar mais eficientes, então será melhor para todos", comentou o quinto colocado na atual temporada.

Para o português Antonio Félix da Costa, a oportunidade de começar a testar a nova geração de carros vai ajudar a categoria a passar a mensagem para o mundo para aumentar a aceitação da tecnologia elétrica. "Temos que passar a mensagem que se tivermos carros elétricos, será possível diminuir drasticamente a poluição. A Fórmula E ajuda a mostrar que carros desse jeito são legais, rápidos, agressivos. O mais importante não é ser rápido ou não ter barulho, mas ajudar o planeta", explicou.

* O repórter viaja à convite da organização da Fórmula E

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.