Fota diz que não irá responder a acusações da FIA

Associação de Equipes da F-1 declarou apenas que não irá se envolver para não gerar 'confusão' maior

Ansa

15 de junho de 2009 | 12h09

PARIS - A Associação de Equipes da Fórmula 1 (Fota) informou nesta segunda-feira que não responderá ao comunicado da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), que acusa algumas escuderias de impedir "qualquer tipo de acordo, prejudicando do esporte".

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Em um comunicado, a FIA disse que na última quinta-feira - em uma reunião com uma delegação da Fota - esteve próxima de um acordo, mas que este foi inviabilizado por algumas escuderias, que estariam realizando um "boicote". Há "um elemento dentro da Fota que está determinado a evitar qualquer acordo, independente dos danos que isso possa causar ao esporte".

Por sua parte, a Fota alega que não rebaterá a tal acusação para não se envolver em novas polêmicas, que aumentam a "confusão". As equipes da Fórmula 1 e a FIA mantêm um impasse sobre as novas regras para a próxima temporada.

A FIA estipulou um teto de orçamentário de US$ 63 milhões por equipe para todo o ano. A determinação gerou protestos de algumas escuderias, que se inscreveram "com ressalvas" à competição do próximo ano e afirmam que deixarão a categoria caso as regras não sejam revistas.

"A Fota, mantendo a própria reserva sobre algumas questões específicas, não pretende comentar o comunicado oficial da FIA, divulgado hoje, para não ser envolvida em uma prolongada série de declarações polêmicas que gerarão confusão e não ajudam a criar um ambiente positivo", justificou a organização representante das escuderias.

Na última sexta-feira, a FIA anunciou a lista de 13 equipes inscritas para a temporada 2010, na qual Ferrari, Red Bull e Toro Rosso foram confirmadas sem restrições, enquanto McLaren, Brawn GP, BMW Sauber, Renault e Toyota foram inscritas de forma condicional, tendo até 19 de junho para confirmar suas respectivas participações. Williams e Force India confirmaram participação independente do que for decidido.

A Ferrari, por sua parte, afirmou que poderá deixar a categoria e que se opõe sim ao teto orçamentário estipulado.

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