Fundação Dakar mantém caravana e passará pela Mauritânia

Projeto social, apoiado pela equipe Repsol, recebe garantias de segurança do Governo mauritano

Efe,

06 de janeiro de 2008 | 15h39

Apesar do cancelamento do Rally Dakar deste ano, a caravana promovida pela Fundação Dakar Solidário mantém seu projeto e deve chegar a Nuakchott, capital da Mauritânia, no próximo dia 14. Veja também: Africanos contam prejuízos com cancelamento do Rally Dakar  A comitiva, apoiada pela equipe Repsol, recebeu do Governo mauritano as garantias de segurança necessárias para realizar o projeto. As autoridades se comprometeram a criar um corredor para que os integrantes da caravana possam transitar sem perigo. Segundo um porta-voz da Fundação, os três caminhões e os seis veículos que integram a caravana transportarão 14 toneladas de material médico e sanitário, que será entregue em vários hospitais de Nuakchott. A colaboração dos pilotos da equipe Repsol, que participariam da prova, é total. Os espanhóis Nani Roma e Marc Coma estarão presentes no percurso e participarão da entrega do material. A Fundação Dacar Solidário tem a intenção de aproveitar a logística preparada para o Rally Dakar para poder chegar até a capital da Mauritânia. Na última sexta, faltando um dia para o início da prova, os organizadores do Rally Dakar anunciaram a suspensão da edição de 2008 por causa da ameaça terrorista sobre a Mauritânia, cenário de oito etapas. Diante da "tensão política internacional", do atentado que matou quatro franceses em 28 de dezembro atribuído à Al-Qaeda no Magrebe Islâmico e "das ameaças diretas contra a corrida", os organizadores "não podem pensar em outra solução razoável que não a anulação da prova esportiva", segundo um comunicado. A prova foi anulada pela primeira vez em seus 30 anos de história, uma decisão inédita de conseqüências imprevisíveis para a prova do tipo mais importante do mundo. Os organizadores se comprometeram a propor, a partir de 2009, uma nova aventura a todos os apaixonados pelo Rally Dakar.

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