Futuro da F1 estará em jogo na Malásia

Michael Schumacher, da Ferrari, foi quase dois segundos (1s908) mais veloz que seu adversário mais próximo, Jarno Trulli, da Renault, no primeiro treino livre do GP da Austrália, há uma semana. Na classificação para o grid, obteve a pole positon, 590 milésimos mais rápido que Juan Pablo Montoya, da Williams, terceiro. Mais: na corrida, recebeu a bandeirada em primeiro e seu companheiro de equipe, Rubens Barrichello, foi segundo, como em todas as disputas do fim de semana, com 34 segundos e 573 milésimos de vantagem sobre Fernando Alonso, da Renault, terceiro. Os números mostram um início de temporada arrasador dos italianos. E já preocupam toda a Fórmula 1. Mas a reação contra novas vitórias humilhantes da Ferrari pode ocorrer já na próxima etapa do campeonato, domingo na Malásia."Nós temos de ser mais eficientes. Não podemos permitir nova dobradinha da Ferrari", afirmou sexta-feira Patrick Head, sócio e diretor-técnico da Williams. Alonso disse ainda em Melbourne que a maior velocidade e constância dos carros de Schumacher e Barrichello na pista australiana decorreram da maior adaptação dos pneus Bridgestone (usados pela Ferrari) ao circuito Albert Park e suas características bastante particulares. "Na Malásia e, provavelmente, em Bahrein, os pneus Michelin (de seu time, Williams, McLaren e BAR) vão funcionar melhor", afirmou o espanhol.A surpresa do resultado de Melbourne foi maior porque nos treinos de inverno os times da Michelin sugeriam dispor de pneus até um pouco mais rápidos que os da Bridgestone, na análise dos próprios pilotos. Maior eficiência dos pneus franceses e o avanço das suas equipes é o que milhões de fãs no mundo todo esperam.O GP da Malásia, apesar de ser o segundo do calendário, pode ser decisivo. As conseqüências de outro Mundial dominado amplamente pela Ferrari, como o de 2002, será desastroso para o interesse da competição, um tanto resgatado ano passado, quando os campeões, piloto e equipe, foram conhecidos apenas na etapa final, o GP do Japão.

Agencia Estado,

14 de março de 2004 | 10h39

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