Darren Staples/ Reuters
Darren Staples/ Reuters

Garotos do kart vão substituir grid girls antes do GP do Brasil em Interlagos

Garotas que seguravam o guarda-sol e a placa com o número e o nome dos pilotos foram 'aposentadas' pela empresa que comprou a Fórmula 1

Estadão Conteúdo

07 Novembro 2018 | 07h46

O GP do Brasil no próximo domingo, em Interlagos, terá a presença de crianças na pista nos instantes prévios à largada da Fórmula 1. A organização chamou jovens pilotos de kart para participarem no cerimonial antes da corrida na função que por muitos anos pertenceu às grid girls na categoria.

As garotas que seguravam o guarda-sol e a placa com o número e o nome dos pilotos foram aposentadas da Fórmula 1 neste ano. Os novos proprietários da categoria, o grupo Libery Media, proibiram a presença das mulheres sob o argumento de que a tradição estava superada e não condizia com os valores da empresa.

O comando da categoria recomendou à organização do GP que substituísse as garotas por pilotos de até 14 anos que estejam no início da carreira no kart. Os jovens escolhidos disputam campeonatos das categorias mirim e cadete no automobilismo nacional.

Recorde

A corrida deste domingo carrega a expectativa de nova quebra do recorde de volta mais rápida da pista. A marca atual pertence ao holandês Max Verstappen (1min11s044), da Red Bull, e foi cravada no ano passado, quando superou um recorde de 13 anos do colombiano Juan Pablo Montoya, que havia anotado 1min11s473 no GP do Brasil de 2004.

Assim como no ano passado, a Fórmula 1 está mais rápida, com pneus mais largos e carros com mais pressão aerodinâmica. A estimativa é de a velocidade ser até 40 km/h maior em cada uma das curvas.

No ano passado isso se traduziu em quebra de recordes tanto nos treinos como na prova, tendência que pode se repetir em 2018. "Eu terminei no pódio em 2016 em Interlagos. Tive grandes batalhas e boas ultrapassagens em Interlagos. Eu espero uma nova corrida empolgante para domingo", afirmou Verstappen.

Force india

A direção da Force India revelou ter preocupação especial com a segurança no entorno do autódromo de Interlagos. Depois de assaltos no ano passado, a equipe conversou com a organização da prova para ter escolta policial nos horários mais críticos, como o retorno dos funcionários para o hotel, à noite.

"Temos falado com os promotores e com as autoridades locais. A polícia, aparentemente, terá uma presença maior. Eles vão ter conhecimento do nosso horário de chegadas e saídas, então estará lá nos momentos apropriados", afirmou o chefe da escuderia, Otmar Szafnauer.

No ano passado veículos com funcionários da Williams, Mercedes e da Sauber sofreram tentativas de assalto na saída do autódromo. Um dos casos mais graves foi em 2010, com o inglês Jenson Button. O carro dele foi abordado por bandidos armados.

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