Gasolina suspeita de Williams e BMW pode dar título a inglês

Se Heidfeld, Kubica e Rosberg forem desclassificados, Hamilton passará Raikkonen no campeonato

21 de outubro de 2007 | 19h08

A emitiu um comunicado no final da tarde deste domingo informando que o combustível utilizado por BMW e Williams no GP do Brasil está sendo analisado. Se a for confirmada a irregularidade na gasolina, Nico Rosberg (Williams), Robert Kubica e Nick Heidfeld (ambos da BMW), respectivamente quarto, quinto e sexto em Interlagos podem perder suas posições. Além deles, o carro do japonês Kazuki Nakajima (10.º), da Williams, também pode ser desclassificado.   Veja também:  Raikkonen vence no Brasil e é campeão da Fórmula 1 em 2007  Equipes não são punidas e Raikkonen é campeão  A vitória e o título de Raikkonen   Com isto, Lewis Hamilton (McLaren) seria 'promovido' da sétima para a quarta posição na prova, chegando a 115 pontos no campeonato e superando Kimi Raikkonen (Ferrari), que foi declarado campeão, com 110.   A investigação acontece em cima de uma diferença entre as geladeiras de armazenamento e a temperatura ambiente, que estaria acima do permitido (10° C). No caso, a diferença estaria entre 12 e 14° C, dependendo do carro e do pitstop.   Os freezers das equipes dos oito primeiros colocados foram analisados e apenas os de Williams e BMW apresentaram este problema, segundo o relatório primário do delegado da FIA, Jo Bauer. A maior diferença foi encontrada no primeiro abastecimento de Kubica (a temperatura do ar era de 37° e a do freezer 23°).   Corrida quente também na pista   Além de ser a última e decisiva corrida do campeonato, com resultado indefinido até mesmo depois da bandeirada, o GP do Brasil foi a prova mais quente do ano. A temperatura do ar variou entre 35 e 37° C e bateu a marca do GP da Malásia, que registrou uma máxima de 34° C.   Gasolina irregular já mudou o resultado de um GP do Brasil Esta não é a primeira vez que problemas com combustível mudam o resultado do GP do Brasil. Em 1995, a gasolina da Elf - fornecedora da Williams e da Benetton - foi considerada irregular pela FIA, o que acabou mudando o vencedor da corrida. Michael Schumacher e David Coulthard perderam respectivamente o primeiro e o segundo lugares e a vitória foi dada a Gerhard Berger (Ferrari).   No entanto, em uma segunda analise, uma semana depois, a FIA declarou que a gasolina era legal, embora de um tipo diferente da homologada pela entidade no começo do ano, e devolveu a vitória ao alemão e o segundo lugar ao escocês. Atualizada às 19h59

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