Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Genro de Nelson Piquet, piloto russo da Fórmula 1 gosta de lambada, açaí e tapioca

Daniil Kvyat, da Toro Rosso, passa férias no Brasil e procura pedir conselhos ao tricampeão mundial

Ciro Campos, Felipe Rosa Mendes, O Estado de S. Paulo

15 de novembro de 2019 | 11h00

O grid atual da Fórmula 1 tem um russo como piloto mais identificado com o Brasil. Daniil Kvyat, da Toro Rosso, criou uma identificação com o País graças à relação com a modelo Kelly Piquet, filha do tricampeão mundial Nelson Piquet, com quem está junto há três anos. Os dois tiveram a primeira filha em julho. A convivência fez o piloto de 25 anos passar a gostar de açaí, tapioca, lambada e das praias brasileiras.

Kvyat recebeu o Estado para uma entrevista exclusiva no paddock de Interlagos e se sentiu à vontade para mostrar o quanto se sente parte da família Piquet. O russo convive frequentemente agora com o tricampeão Nelson e os pilotos Nelsinho e Pedro Piquet, de quem se tornou cunhado. "É comum sairmos para jantar. Nós temos uma ótima família. No começo era impactante conversar com o Nelson, porque ele é uma lenda", disse.

Curiosamente, nos momentos com a família Piquet um dos assuntos menos comentados é automobilismo. "Quando quero pedir algum conselho para o Nelson, eu pergunto e ele sempre responde de forma direta. Eu tento não aborrecê-lo com essas conversas sobre Fórmula 1", comentou o piloto da Toro Rosso.

O russo conheceu Kelly em julho de 2016, em Mônaco, onde moram. Os dois vão juntos para a maior parte das etapas do calendário e trouxeram para Interlagos a filha Penélope, de quatro meses. As vindas ao Brasil são comuns mesmo quando o casal está de folga. Kvyat disse ter gostado bastante de visitar locais como o Rio e Fernando de Noronha, para apreciar praias e fugir de cidades muito movimentadas.  

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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A convivência com tantos brasileiros em família fez o piloto adquirir alguns costumes. De música, aprendeu a gostar de lambada, daquelas das antigas. Na gastronomia, passou a apreciar várias iguarias. "Provei alguns tipos de comida brasileira. Achei bom açaí e uma outra chamada 'ta' alguma coisa", afirmou o piloto. A reportagem explicou ao russo que se tratava de tapioca.

Nascido em Ufa, em uma fria região próxima aos Montes Urais, eles disse torcer pela Roma, da Itália, e diz gostar do jeito dos brasileiros . "Eu gosto da cultura brasileira. As pessoas vivem relaxadas aqui, aproveitam a vida, sabem curtir. É bem diferente do que é no meu país, a Rússia. Totalmente o oposto", comparou.

Após aprender a falar italiano e espanhol, o piloto disse ser capaz de compreender o português. Mas lhe falta prática. "A Kelly não gosta de conversar comigo em português, porque fala que tenho um sotaque parecido ao de Portugal. Então, falamos em inglês mesmo", brincou. O sisudo Kvyat sorri pouco, porém se mostra mais falante ao refletir sobre o quanto a temporada atual tem sido marcante.

O piloto teve uma rara segunda chance na Fórmula 1. Após ter resultados ruins e ficar fora do grid em 2018, retornou nesta temporada e conquistou um pódio, com o terceiro lugar no GP da Alemanha. "Foi uma grande surpresa para todos nós. É raro ficarmos satisfeitos com resultados, porque sempre queremos mais. Há muitas coisas para melhorar", comentou. Ele está confirmado no grid do próximo ano.  

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Until next year, summer

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