Giaffone briga pela pole na IRL

A equilibrada temporada da Indy Racing League entra neste fim de semana em sua reta final. Domingo, será realizada a 13.ª e antepenúltima etapa do campeonato, o GP de Saint Louis. A disputa, no entanto, começa amanhã à tarde, com a definição do grid de largada. Numa pista oval curta (2.011 metros) como a do Gateway International Raceway, largar nas primeiras filas pode fazer a diferença, apesar de a prova, em 250 milhas, ser longa. "Eu não diria que a posição de largada aqui em Saint Louis é fundamental, mas é mais importante do que nas outras pistas. Em ovais curtos, é sempre bom estar bem posicionado no grid??, disse o brasileiro Felipe Giaffone, da equipe MoNunn, quarto colocado no campeonato, com 382 pontos, 18 a menos que o americano Sam Hornish Jr., o líder com 399. Felipe treinou em Gateway na semana passada, assim como vários pilotos, e acredita ter o carro bem acertado para a pista. Mas sabe que a luta, tanto nos treinos como na corrida, vai ser dura. "Os Penske (dos brasileiros Hélio Castro Neves e Gil de Ferran) serão fortes aqui. Eles têm um bom acerto. E o Hornish também, pois a Panther está muito bem.?? Hornish Jr., único americano com desempenho consistente na categoria, demonstrava hoje confiança em fazer a pole, repetindo seu desempenho nesta pista na corrida do ano passado. O piloto admite que precisa dar o máximo para bater os brasileiros. "Eles estão muito bem. Mas isso vem desde o início do campeonato e o importante é que sinto que tenho equipamento para lutar.? Os treinos deste sábado - antes da tomada oficial estão programadas duas sessões livres - também servirão para se saber se foi resolvido um problema na pista que atrapalhou os pilotos nos testes realizados recentemente: a pista soltou algumas pedras, que cortaram os pneus dos carros. "Cortou o pneu de um monte de gente. Eu, por exemplo, perdi três dos meus cinco jogos de pneus. Não sei bem o que fizeram, mas os organizadores informaram que resolveram o problema. Tomara??, disse Giaffone. Desvantagem - Enquanto os primeiros colocados no campeonato se consideram bem preparados para os treinos de amanhã, o brasileiro Airton Daré, da A. J. Foyt está preocupado. Ele não participou dos testes da semana passada e isso, somado ao fato de que em Saint Louis não há treinos na sexta-feira (esse é o motivo da realização de duas sessões livres antes da tomada oficial deste sábado à tarde), o deixa em desvantagem em relação aos concorrentes. "Para mim, não ter dois dias de treinos é ruim. Quando você treina na sexta, se as coisas não dão certo pelo menos ainda tem uma noite para pensar em alguma coisa. Treinando só no sábado, fica mais complicado??, disse hoje Daré. O piloto, no entanto, não pode reclamar da sorte. É que o dono de sua equipe, o lendário A. J.Foyt, um dos maiores pilotos americanos de todos os tempos, é "mestre? em acerto de carro para a corrida. "Ele realmente é muito bom nisso. Tem uma facilidade incrível para ver onde está o problema e corrigi-lo. E também é fera em estratégia de corrida.?? Daré já teve seu contrato com a equipe renovado, mas ainda não sabe quais serão seus companheiros. A equipe não pretende renovar com Greg Ray e o chileno Eliseo Salazar também não tem presença garantida em 2003. A. J. Foyt pensa em dar um carro para seu neto, A. J. Foyt IV, que este ano corre pela equipe na Infinity Pró-Series e também trabalha no time da IRL. O garoto é responsável pela troca de um dos pneus do carro de Airton Daré, durante as paradas de boxe.

Agencia Estado,

23 Agosto 2002 | 18h34

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