Giaffone: do shopping para as 500 Milhas

Tudo o que Felipe Giaffone queria na tarde de domingo era, junto com a mulher, Alice, fazer compras para o filho Nicolas, de seis meses, no centro de Indianápolis. A passagem de volta ao Brasil estava marcada para o dia seguinte e o piloto tratava de encher as malas. Enquanto isso, ocorria o treino que definiria as últimas vagas no grid para as 500 Milhas. De repente, o celular de Felipe tocou. "Vem para cá que tem um carro para você guiar?, disse a voz do outro lado da linha. A voz era de ninguém menos que A.J. Foyt, o dono do carro. Felipe, que este ano está disputando a F-Truck brasileira, saiu correndo e, meia hora depois, estava no autódromo de Indianápolis. "Eu não tinha credencial. Entrei na pista escondido e ainda precisava fazer exame médico. Fiz rapidinho e logo depois estava dentro do carro?, conta. Faltavam 24 minutos para o fim do treino. Apesar do nervosismo nas duas primeiras voltas, Felipe, ao fim da sessão, alcançou a média de 350,190 km/h, desbancou o holandês Arie Luyendyk Jr. e conseguiu a 33.ª e última posição no grid - 11 se classificaram no "bump day?. "Foi o dia mais doido da minha vida?, resumiu Giaffone, que em 2002 foi terceiro em Indianápolis. Ele será o quinto representante do Brasil domingo. Os outros são Tony Kanaan, Hélio Castro Neves, Vitor Meira e Bruno Junqueira.

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