Giaffone quer voltar às pistas em setembro

Felipe Giaffone faz seis horas diárias de fisioterapia, de domingo a domingo, para voltar a correr na Indy Racing League (IRL), dia 7 de setembro, em Chicago. As dores na bacia ainda incomodam, exigindo três doses diárias de um potente analgésico. "Perto do que eu sofri, isso não é nada", disse o piloto brasileiro, nesta quinta-feira, depois da primeira sessão de exercícios no IAFE - Instituto Avançado de Fisioterapia Esportiva - em São Paulo.A IRL já reconheceu que o inglês Dan Wheldon foi o responsável pelo acidente no GP do Kansas, dia 6 de julho, quando Giaffone, depois de um toque de Wheldon, bateu no muro a 320 km/h. O fêmur da coxa direita partiu-se em cinco partes e ele teve ainda fratura na bacia, em uma vértebra e outras escoriações. Na coxa, tem uma placa de platina em forma de L e cinco parafusos. E uma cicatriz de cerca de 20 centímetros."Eu nunca tinha sentido tanta dor. Foi horrível", contou o brasileiro.Giaffone preferiu continuar o tratamento com os médicos do Instituto Cohen de Ortopedia, com o acompanhamento do ortopedista Moisés Cohen, do fisiologista Renato Lotufo e do fisioterapeuta Maurício Garcia."Eu senti que a fisioterapia, nos EUA, não estava tão puxada quanto eu queria. Aqui estou com uma carga forte de trabalho e com acompanhamento permanente do doutor Maurício Garcia. Já estou me sentindo melhor", revelou Giaffone, que começou os exercícios na segunda-feira. Os médicos que o operaram em Indianápolis, Kevin Scheid e Tarry Trammel, estão sendo informados dos progressos na fisioterapia.Além dos movimentos para a perna e trabalho de braços e pescoço, em um cockpit improvisado, ele também recebe estímulos, através de choques de baixa intensidade, na perna direita. "Isso é muito importante. Ao mesmo tempo que estou recuperando os movimentos da perna, estou mantendo o condicionamento físico para voltar a pilotar sem problemas", explicou.Pelo menos nos próximos dois meses, Giaffone não poderá apoiar o peso do corpo na perna fraturada e será obrigado a utilizar muletas. Mas isso, segundo o piloto, não impedirá que ele possa correr já no começo de setembro. "Tudo dependerá da calcificação do fêmur e da bacia. Isso não depende dos exercícios mas do organismo."Giaffone, que corre com um Panoz G-Force/Toyota da equipe Mo Nunn, planeja correr as três últimas provas da temporada: Chicagoland (07/09), Fontana (21/09) e Texas (12/10). Isso significa que ele deixará de disputar cinco provas, ficando definitivamente fora da disputa pelo título. "Quero fazer estas três corridas e depois pensar nos testes de inverno. O objetivo final é começar bem a temporada de 2004", afirmou.

Agencia Estado,

24 de julho de 2003 | 15h56

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