Divulgação/McLaren
Divulgação/McLaren

Gil de Ferran e chefe da Fórmula E lançam rali de carros elétricos

Extreme E será disputado em alguns dos pontos mais extremos do planeta, como a Floresta Amazônica, o Círculo Polar Ártico e o Himalaia

Redação, Estadão Conteúdo

31 Janeiro 2019 | 18h38

O ex-piloto brasileiro Gil de Ferran e o empresário espanhol Alejandro Agag, fundador e presidente da Fórmula E, lançaram nesta quinta-feira um novo campeonato e, ao mesmo tempo, uma nova categoria de automobilismo. Trata-se da Extreme E, espécie de rali de carros elétricos que será disputado em alguns dos pontos mais extremos do planeta, como a Floresta Amazônica, o Círculo Polar Ártico, o Himalaia, o Deserto do Saara e as Ilhas do Índico.

De Ferran, que se tornou um dos principais dirigentes da McLaren na temporada passada, vai seguir com suas funções na equipe inglesa da Fórmula 1. E vai acumular a função de presidente da nova Extreme E. Agag vai dividir as principais decisões da categoria com o brasileiro.

Com início previsto para janeiro de 2021, a Extreme E contará com carros utilitários (SUVs) esportivos elétricos na disputa. Equipes e pilotos participantes ainda não foram definidos. Mas, para Gil de Ferran, o inglês Lewis Hamilton se encaixaria bem no projeto.

"Com relação aos pilotos, não sei, mas será atraente aos pilotos que gostem de desafios, aventuras e que se importem com o meio ambiente. Eu imagino que esse projeto seja para o Lewis Hamilton", declarou o brasileiro, acostumado a conviver com o pentacampeão da Fórmula 1.

A principal referência da nova competição será o navio Royal Mail Ship - Santa Helena, que atuará como "base flutuante" para a Extreme E. Ele vai deslocar carros e equipes entre os diversos pontos de disputa. Segundo a organização, toda a operação será neutralizada em termos de queima de carbono.

As etapas terão cerca de 6 a 10 quilômetros de extensão, com uma série de portões virtuais para serem navegados pelos pilotos. Parte da operação da competição será feita pela Fórmula E, categoria de carros elétricos que está em sua quinta temporada atualmente.

A nova competição terá ao menos duas conexões com o Brasil. A primeira será a passagem pela Amazônia. "É um dos ambientes ameaçados que a gente quer enfatizar são as florestas tropicais e equatorianas. Sendo assim, nada melhor que fazer a nossa competição na Amazônia. Na floresta mais famosa do mundo!", explicou Gil de Ferran.

A outra conexão será o apoio da empresa brasileira Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), controlada pela família Moreira Salles. A empresa fornecerá nióbio, essencial para as baterias dos carros elétricos, assim como já faz na F-E.

Um dos objetivos do novo campeonato é divulgar o carro elétrico, já comum em países mais desenvolvidos, e a questão ambiental. Para tanto, cada etapa será filmada para integrar um documentário esportivo a ser produzido pelo cineasta Fisher Stevens, que já ganhou Oscar de melhor documentário.

"O Extreme E oferece um conceito único de esporte, aventura e entretenimento que nunca foi visto ou feito antes! Os fãs podem esperar uma maneira completamente nova de consumir o esporte, com cada episódio contando não apenas a história esportiva de uma corrida, mas uma história que mira consciência ambiental e proteção a esses locais remotos", explica Gil de Ferran.

Para Alejandro Agag, o campeonato será ideal para divulgar a causa ecológica. Daí os locais escolhidos para a disputa, em que já há os efeitos do aquecimento global. "Sempre fui apaixonado pelo progresso da tecnologia de veículos elétricos e pelo impacto que as soluções de mobilidade limpa podem ter na mudança climática global. Eu acredito fortemente que a Extreme E pode ajudar a tornar o mundo mais sustentável, mais rápido, e nós temos uma equipe dos sonhos para tornar essa ambição uma realidade", afirma o espanhol.

 

 

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