GP da Bélgica não vai voltar à F-1

A chance de o GP da Bélgica voltar ao calendário do Mundial de Fórmula 1 em 2004, como esperava a Federação Internacional de Automobilismo (FIA), caiu por terra nesta quarta-feira, quando o Parlamento belga decidiu não adiar a entrada em vigor da lei que proíbe propaganda de tabaco no país. A prova no circuito de Spa-Francorchamps, o favorito de muitos pilotos, como o alemão Michael Schumacher, da Ferrari, já havia sido retirada do campeonato de 2003 - a lei antitabaco entrará em vigor na Bélgica em agosto, enquanto, no restante da Europa, apenas no fim de 2006.Cinco das dez equipes inscritas para o Mundial de 2003 contam com patrocínios milionários da indústria do tabaco, entre elas Ferrari, McLaren e Renault.Em novembro, a Comissão para Assuntos Sociais do Senado havia decidido, por 8 votos a 7, adiar a proibição da propaganda de tabaco. Mas, no Parlamento, a medida foi derrubada por 77 votos a 71. O assunto chegou a provocar um "racha" entre os seis partidos da coalizão que apóia o primeiro-ministro Guy Verhofstadt, com dois dos três partidos de língua francesa lutando para salvar o GP, que, por cinco décadas, representou bons lucros para a região próxima a Spa-Francorchamps, movimentando cerca de US$ 25 milhões durante o evento.Segundo o presidente da FIA, Max Mosley, "tudo o que os políticos conseguiram foi prejudicar a economia belga e privar os fãs de um bom circuito". "Os políticos sabiam do problema há mais de um ano. Para 2003, ele poderia ter sido resolvido. Bastava adiar a proibição de 1º de agosto para 1º de setembro", disse o dirigente. Segundo ele, é a indústria do tabaco que permite a participação de várias equipes no Mundial de F1. "Se queriam banir a propaganda, deveriam, ao menos, se oferecer para repor o valor representado pelo patrocínio do tabaco no GP da Bélgica."

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