GP da China começará a responder importantes questões da temporada

Torcedor também ficará de olho no comportamento arranhado dos pilotos da Red Bull, Vettel e Webber

Livio Oricchio , O Estado de S.Paulo

08 de abril de 2013 | 15h23

NICE - As duas primeiras etapas do campeonato, os GPs da Austrália e da Malásia, mais deixaram questões no ar do que responderam as dúvidas da pré-temporada da F-1. Por isso as três semanas entre a prova da Malásia, em Sepang, dia 24, e a da China, em Xangai, domingo, foram providenciais para as escuderias. "Começamos o ano melhor do que o esperado, com um quinto e um terceiro lugares. O time está superanimado. Esse intervalo permitiu investir no desenvolvimento do carro", disse o piloto Lewis Hamilton, da Mercedes, equipe que estabeleceu a pole position e venceu o GP da China em 2012, com Nico Rosberg. No fim de semana os chineses celebram a 10ª edição do evento. O frio mostrou-se decisivo para a Mercedes.

"Eles entenderam como acertar o carro para fazer os pneus atingirem a temperatura ideal e tiveram grande vantagem", explicou, ao Estado, Paul Hembery, diretor da Pirelli na época. Os pneus para os 5.451 metros do Circuito Internacional de Xangai são, agora, os médios e os macios. Opção mais macia que em 2012 para reduzir o efeito do frio. A temperatura para os três dias de competição vai variar de 12 a 21 graus Celsius, segundo o site oficial da Fórmula 1, por essa razão Mark Webber, da Red Bull, acredita que o desgaste poderá ser elevado, semelhante ao que ocorreu nos testes de Barcelona. Três pit stops são esperados.

Xangai também dará pistas de que como ficou o relacionamento dos pilotos da Red Bull, o tricampeão do mundo Sebastian Vettel e Webber. Ele sofreram profundo desgaste provocado pelo alemão em Sepang. Vettel não obedeceu a ordem da equipe de não tentar a ultrapassagem em Webber nas voltas finais para vencer a corrida. É bem provável que depois de Vettel e Webber receberem uma bronca do diretor da escuderia, Christian Horner, os dois se comportem como anjos dentro e fora da pista. Ao australiano a ordem foi não tornar mais públicas as brigas internas, como fez em pleno pódio do GP da Malásia, quando acusou seu time de proteger Vettel. Não mentiu, mas Horner não pode admitir críticas públicas.

Na Mercedes, Rosberg acatou a orientação de não tentar ultrapassar Hamilton em Sepang. O comportamento dos dois é outro ponto de interesse neste fim de semana.

MASSA X ALONSO

A Ferrari levará um carro bastante modificado para o GP da China. "É um pacote grande, já previsto antes de o campeonato começar", explicou Felipe Massa, em Sepang. O piloto brasileiro largou quatro vezes na frente de Fernando Alonso no grid, nas duas últimas classificações de 2012 e nas duas primeiras desta temporada. Se conseguir ser mais rápido em Xangai também será o único companheiro do competente espanhol a conseguir a proeza.

Depois da bela vitória na abertura do campeonato, em Melbourne, Kimi Raikkonen, da Lotus, sugeriu que iria se inserir na luta pelos primeiros lugares mais vezes que em 2012, quando ganhou uma etapa. Na Malásia, contudo, o desempenho ficou distante de Red Bull e Mercedes, os melhores. "Temos novos componetes no carro e os últimos que instalamos deram bons resultados", disse Raikkonen.

O real potencial da Lotus, bem como da Mercedes, Ferrari e McLaren, todos com importantes mudanças nos seus carros, é outra das perguntas que a competição do fim de semana começará a responder com maior precisão. A Red Bull, todos já sabem, tem de novo o conjunto mais eficiente da F-1.

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