Srdjan Suki/Efe
Srdjan Suki/Efe

GP da Rússia descarta mudanças bruscas dos padrões de segurança

Organização da prova admite ter pouco tempo para implementar novas regras depois do acidente sério sofrido por Jules Bianchi

O Estado de S. Paulo

08 de outubro de 2014 | 17h39

A comoção da Fórmula 1 depois do grave acidente do francês Jules Bianchi, da Marussia, no último fim de semana, não deve afetar drasticamente os padrões de segurança para o GP da Rússia no próximo domingo. O consultor da corrida, Richard Cregan, disse nesta quarta-feira que a organização da prova não pode se sentir obrigada a apresentar inovações.

Pela primeira vez a Rússia está no calendário da Fórmula 1 e a corrida ganhou ainda mais importância pelo ocorrido no Japão. "Eu sei que não é fácil dizer quando não é algo que nos afeta diretamente, mas temos certeza que antes da próxima corrida não há mais nada que podemos fazer", disse Cregar ao site inglês Autosport.

Bianchi está internado em estado crítico e com sérias lesões cerebrais depois da batida durante o GP do Japão, em Suzuka. O piloto colidiu com um trator que estava na área de escape para retirar o carro do alemão Adrian Sutil, da Sauber, a nove voltas do fim da prova.


O consultor do GP da Rússia explicou que tem como missão sempre eliminar os riscos existentes durante as corridas e citou como exemplo o método utilizado em Mônaco. Por lá, os tratores não entram nas áreas de escape para retirar carros, pois essa tarefa é executada por guindastes fixos localizados atrás dos guard-rails.

"Obviamente quando você leva para a pista algum elemento estranho a ela, é algo perigoso, porque pode haver uma colisão. Se os guindastes resolvem, como é em Mônaco, vamos analisar", disse Cregan.

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