CARL DE SOUZA / AFP
CARL DE SOUZA / AFP

GP de São Paulo bate recorde de público após ficar fora do calendário em 2020

Mais de 181 mil pessoas se reuniram em Interlagos para o fim de semana, ultrapassando marca anterior de 174 mil

Felipe Rosa Mendes e Ricardo Magatti, O Estado de S.Paulo

14 de novembro de 2021 | 18h26

A ausência do GP de São Paulo no calendário de 2020 da Fórmula 1 deu impulso extra aos torcedores neste ano. A etapa brasileira registrou recorde histórico de público no Autódromo de Interlagos. De acordo com a organização, 181.711 compareceram nos três dias do evento. A maior marca até então era de 174 mil, em 2001.

Em 2019, ano da última corrida no Brasil, o circuito paulistano havia recebido 158.213 torcedores. Na temporada anterior, 150.307 pessoas estiveram no autódromo. Em 2020, a etapa brasileira foi cortada do calendário por causa da pandemia de covid-19. Em seu retorno, a etapa mudou de nome, de GP do Brasil para GP de São Paulo, mudou de CEO e ganhou foco em ações de entretenimento e interação com o público para mobilizar os novos fãs da categoria, mais jovens em sua maioria.

A prova foi tratada pelo governador João Doria como “a retomada da normalidade na cidade” depois que a pandemia arrefeceu no Brasil. “Os grandes eventos voltaram e voltaram a partir deste que é o maior evento gerador de receitas para São Paulo, que é a Fórmula 1", afirmou o governador, no autódromo.

Até então, o evento com o maior público na capital paulista desde o início da pandemia havia sido o jogo entre Corinthians e Chapecoense. Na Neo Química Arena, 39.734 pagantes assistiram à vitória do time paulista por 1 a 0, no dia 1º deste mês. Ao todo, foram mais de 40 mil presentes no estádio em Itaquera.

A retomada da F-1 em São Paulo também marcou o fim da disputa com o Rio de Janeiro, uma “novela” que durou quase dois anos. Em 2019, penúltimo ano do contrato anterior da cidade paulista com a categoria, a direção do campeonato negociou uma possível ida para o Rio a partir de 2021. Mas a mudança de cidade não vingou.

"Interlagos é parte da história da Fórmula 1. Agora é parte do futuro da Fórmula 1 também", disse neste domingo o CEO da categoria, o italiano Stefano Domenicali. "Os pilotos adoram correr aqui. Tivemos tantas corridas incríveis aqui. Vimos isso ontem (sábado), no sprint race".

Neste domingo, isso não foi diferente. Lewis Hamilton deu show e foi acompanhado pela torcida a cada uma de suas 10 ultrapassagens até a vitória. No fim, o público vibrou quando o inglês celebrou o triunfo com a bandeira brasileira, como fazia o seu ídolo Ayrton Senna. E, repetindo os momentos mais áureos do autódromo, a torcida invadiu a pista para celebrar a terceira vitória de Hamilton no Brasil.

O protocolo sanitário para o GP de São Paulo incluiu apresentação de documento com foto e comprovante de vacinação completo por meio do aplicativo Chronus i-Passport. Um funcionário foi destacado para verificar o passaporte digital de cada um que entrava. Havia alguns totens de álcool em gel espalhados pelo autódromo, especialmente perto de camarotes e outros espaços mais elitizados.

Quem ainda não completou o esquema de vacinas - entre eles crianças de 5 a 12 anos - ou aqueles que tomaram apenas uma dose tiveram de mostrar o teste negativo para covid-19 do tipo antígeno, realizado até 24h antes de cada acesso ao autódromo, ou RT-PCR, feito até 48 horas antes da chegada. Do lado de fora do autódromo, nos arredores, os torcedores podiam fazer o exame em tendas, seja antígeno ou PCR.

O uso de máscara foi obrigatório dentro do autódromo, embora a reportagem tenha notado que muitos fãs e outros envolvidos no evento não tenham usado o acessório facial.

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