GP do Brasil marca despedida da Fórmula 1 de alguns pilotos

Profissionais que não conseguiram resultados expressivos no ano dificilmente encontrarão uma equipe em 2008

Valéria Zukeran, do Estadão,

22 de outubro de 2007 | 09h41

Como a Fórmula 1 é um esporte em constante renovação e busca sempre novos ídolos, a cada final de temporada a última corrida do ano é marcada por despedidas. Longevidade na categoria como a de Rubens Barrichello, da Honda, é privilégio para poucos e o Grande Prêmio do Brasil deve ser o ponto final da carreira para alguns pilotos. Veja também:  Dê uma volta pelo Circuito de Interlagos Classificação do Mundial  Com título, Raikkonen acaba com a fama de azarado Título de Raikkonen marca temporada cheia de reviravoltas A vitória e o título de Raikkonen  Crônica e classificação do GP do Brasil Um deles é o alemão Ralf Schumacher, da Toyota, que neste domingo terminou a prova em 11.º lugar. O piloto - unanimidade como o mais antipático da Fórmula 1 - está, até o momento, sem opções de contrato para a próxima temporada e, se a situação continuar, deve ser aposentado depois de dez temporadas na categoria e seis vitórias, a última em 2003. Situação semelhante é a do italiano Giancarlo Fisichella, da Renault. Apontado como grande promessa do automobilismo italiano no início de carreira, o piloto não deslanchou. Nos 11 anos de Fórmula 1 o piloto somou apenas três vitórias. Como também não fechou contrato para 2008, o GP do Brasil, que não completou, pode ser seu último. Outro piloto em risco é o também italiano Vitantonio Liuzzi, da Toro Rosso, com chances remotas de se manter na principal categoria do automobilismo mundial no ano que vem. E sua fama de baladeiro na noite de Milão não colabora. Neste domingo terminou em 13.º e antepenúltimo lugar. No caso do japonês Sakon Yamamoto, da Spyker, o que pesa mais é a falta de resultados, se bem que a batida deste domingo não foi sua culpa. Outros pilotos nem esperaram o GP do Brasil para dizer adeus. O austríaco Alexander Wurz anunciou o fim da carreira no GP da China. Nem veio a São Paulo para competir pela Williams. Caso semelhante foi o de Scott Speed. Depois da etapa de Nurburgring, na Alemanha, a Toro Rosso decidiu demitir o americano, que havia trocado socos com o manager da equipe, Franz Tost.

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