GP do Japão significa fim de uma era

O GP do Japão, na noite deste sábado, tem muito mais atrativos que a disputa pelo vice-campeonato entre David Coulthard, da McLaren, e Rubens Barrichello, Ferrari. O Mundial está, na realidade, dando a largada para uma corrida cujo resultado trará grandes benefícios à competição: a substituição de seus velhos ídolos. Mika Hakkinen, presente desde 1991, e Jean Alesi, desde 1989, dão adeus à Fórmula 1. A vaga de Hakkinen, campeão em 1998 e 1999, na McLaren, ficará com a revelação do ano, Kimi Raikkonen, da Sauber, e o lugar deste, com outra promessa, Felipe Massa.É simples compreender o que Rubinho precisa para ser vice na prova de 53 voltas desta madrugada, com largada às 3h30, nos 5.864 metros de Suzuka. Com 54 pontos, ele tem, necessariamente, de vencer e torcer para Coulthard, com 61, classificar-se no máximo em quinto. Michael Schumacher já avisou que fará ?de tudo" para ajudá-lo, ainda que Rubinho tenha dito que prefira vencer sem o auxílio do companheiro de Ferrari. A escuderia está mobilizada para retribuir ao brasileiro os favores prestados a Schumacher ao longo do ano. O alemão diz que são muitas as semelhanças entre o circuito de Mugello, de propriedade da Ferrari, e Suzuka. "Seremos bem competitivos aqui."Quando os carros alinharem para a disputa do GP da Austrália de 2002, dia 3 de março em Melbourne, Hakkinen, Alesi e a equipe Benetton, presentes ainda hoje no GP do Japão, farão parte do passado. Será o início da era Kimi Raikkonen, 21 anos, Felipe Massa, 20, Jenson Button, 21, Fernando Alonso, 20, Juan Pablo Montoya, 26, da Renault, que assumiu a Benetton, da reascensão da Williams e da estreante Toyota. Num certo sentido, a etapa de Suzuka não é apenas a última do campeonato, mas a de encerramento de uma época também. A média de idade dos pilotos cairá significativamente. A Fórmula 1 passará a ser dos bem mais jovens.

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