GP2: brasileiros têm início ruim

"Foi um desastre." Nelsinho Piquet definiu assim sua estréia na nova categoria, GP2, neste sábado em Ímola. Ele e seu companheiro na Hitech Piquet Sports, Xandynho Negrão, não terminaram a etapa de abertura do campeonato. O vencedor foi o finlandês Heikki Kovalainen, da equipe Arden, um dos favoritos ao título e tido como grande talento emergente do automobilismo. Em segundo ficou o argentino José Maria Lopez, da DAMS, e em terceiro o norte-americano Scott Speed, da Isport. "Tivemos problemas de toda natureza, embreagem, freio", disse Nelsinho. Já na volta de apresentação precisou ser empurrado porque seu Dallara-Honda ficou parado no grid. "Não fosse a largada ter sido alterada de parada para lançada, por causa do superaquecimento do motor, e o Nelsinho nem disputaria a corrida", explicou Felipe Vargas, diretor-técnico da Hitech Piquet Sports. Nos dois pit stops que realizou, obrigatórios pelo regulamento, Nelsinho precisou ser empurrado para regressar à pista. Abandonou na 35.ª volta de um total de 37. "O meu problema foi de freios", falou Xandynho. Ainda na quarta volta seguiu reto na Variante Alta e por pouco não bate. "O sistema de freios do carro está trabalhando numa temperatura mais elevada do esperado pelo fabricante e o desgaste tem sido assimétrico", comentou Vargas. Neste domingo, às 6h30 (horário de Brasília) será disputada a segunda etapa da GP2, também no circuito Enzo e Dino Ferrari, em Ímola. Os oito primeiros colocados terão sua posição invertida. O oitavo, Nico Rosberg, da Art Grand Prix, dirigida pelo filho de Jean Todt, Nicolas Todt, largará neste domingo na pole position. E o vencedor, Kovalainen, em oitavo. Os pilotos das demais colocações, depois do oitavo lugar, permanecem como concluíram a prova. Em vez de a corrida ter 180 quilômetros (37 voltas), como neste sábado, no domingo é mais curta, 80 quilômetros, ou 17 voltas.

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