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Grupo das 9 e Ferrari trocam acusações

Estava demorando muito, duas semanas. Nesta sexta-feira o grupo das nove equipes e a Ferrari voltaram a trocar acusações. O grupo das nove se disse "impressionado" com a postura do time de Maranello, por estar treinando em plena semana do GP. Luca Badoer testa a Ferrari F2005 em Fiorano. Ainda que Jean Todt, diretor geral da Ferrari, não concorde com a proposta de redução de testes, elaborada pelo grupo das nove, havia um acordo entre todos que "proibia" treinos na semana do GP.Através da assessoria de imprensa da Minardi, porta-voz do grupo das nove, os jornalistas receberam um comunicado atacando a "visão unilateral" da escuderia de Maranello e as "inevitáveis vantagens geradas por não concordar em limitar o número de testes e a redução dos custos." O texto cita nominalmente que ações como a desta sexta-feira, o teste de Badoer em Fiorano, em plena semana do GP, só serve para ?desestabilizar a Fórmula 1.?O documento pede que a Ferrari reveja sua posição. Cerca de uma hora depois, de noite já, Luca Colajanni, assessor de imprensa da Ferrari, reuniu os jornalistas para ler a resposta. Negou que a escuderia seja contra o corte de custos e a respeito dos treinos de Badoer afirmou: ?A Ferrari é a única equipe que usa Bridgestone e realiza testes. Jordan e Minardi também correm com os pneus japoneses mas nunca testam. O desenvolvimento dos pneus Bridgestone, portanto, está vinculado ao trabalho de pista da Ferrari. Entre janeiro e fevereiro, a quilometragem acumulada pelos times que competem com Michelin, Renault, McLaren, Williams, BAR, Sauber, Red Bull e Toyota, foi quatro vezes maior que a atingida pelas escuderias da Bridgestone. Quanto à eventual revisão de postura da Ferrari para concordar com a limitação de testes, nos termos propostos pelo grupo da nove, 30 dias por ano, a resposta é não.?União - Representantes do grupo das nove reuniram-se, nesta sexta-feira, também, com Bernie Ecclestone, promotor do Mundial, a fim de ouvir a proposta do dirigente quanto a liberar mais dinheiro a todas e, dessa forma, concordar em estender o Acordo da Concórdia, como fez a Ferrari, até 2012. A não ser Flavio Briatore, diretor da Renault, ninguém se manifestou. O italiano falou: "A proposta de Ecclestone é muito complicada de compreender, de qualquer forma ele acena com repassar valores bem mais elevados dos atuais para as nove equipes, o que foi bem visto. Ficamos de dar uma resposta", afirmou.

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