Gugelmin ainda sem carro para 2002

Na Cart, algumas equipes, a exemplo da Prost na Fórmula 1, têm fechado. Ou diminuído o número de carros. Para aquelas que não passam por esse processo, sobram pilotos oferecendo seus serviços. É o caso da PacWest, cujo cockpit está sendo cobiçado por cinco pilotos: o italiano Max Papis, o norte-americano Bryan Herta, o espanhol Oriol Servia e os brasileiros Roberto Moreno e Hoover Orsi. Dos dois que disputaram a última temporada, o neozelandês Scott Dixon continua no ano que vem. Mas Maurício Gugelmin ainda não sabe. E é o carro dele que está em jogo. Embora tenha feito um péssimo campeonato - 17 pontos, contra 98 de Dixon -, o piloto brasileiro não se intimida. Diz que a equipe não lhe deu condições, que não é mais lento que o companheiro de equipe e que só continua se atenderem a algumas de suas reivindicações. "Um piloto que chega na F1, na Cart, é porque tem talento", se auto-analisa Gugelmin. Embora admita que a temporada foi "medíocre", o piloto, aos 38 anos, acha que é competitivo e pode se motivar: "Neste ano, minha motivação não estava como poderia. Precisamos achar uma receita que funcione, aí volta o tesão." Um dos ingredientes: Gugelmin acha que vale a pena trocar o Toyota pelo Honda, já que a fábrica japonesa, embora deva deixar a categoria em 2003, vai estrear um modelo novo no ano que vem. Mas isso não está decidido. Segundo ele, "cada hora uma propõe uma coisa diferente" para não ser rifada. Outro ingrediente é a estratégia. Os dois engenheiros foram demitidos - "o meu foi convidado a se retirar ontem", diz Gugelmin - e foi contratado John Ward, que trabalhou com o mexicano Adrian Fernandez neste ano. Com ele, Fernandez foi vice-campeão em 2000, quando Gil de Ferran conquistou seu primeiro título. Ward deve trabalhar no carro de Dixon. Gugelmin acha que o neozelandês, de 21 anos, pode tornar-se um grande piloto "se desenvolver algumas áreas". Mas não se acredita velho demais para enfrentá-lo: "É um cara que está começando, quer mostrar serviço e deu mais sorte. O engenheiro dele era melhor, o carro não quebrava e ele ganhou uma corrida no começo, o que motiva. Sem desmerecer o menino, quando você ganha e está bem consegue vantagens, como o motor de classificação. Essa coisa de condições iguais não existe." Enquanto não decide se fica ou passa para a parte administrativa da equipe - ou da Cart -, Gugelmin, segundo o qual a escolha está em suas mãos, tem recebido telefonemas de interessados. Max Papis, diz ele, ligou para saber se sua situação já estava resolvida pois não queria entrar em concorrência. O bem informado site ?7th Gear? diz que está tudo encaminhado para Roberto Moreno, de 42 anos, assinar com a PacWest - sua equipe, a Patrick, está com a situação indefinida para 2001. Mas Gugelmin dá a entender que não: "A equipe quer alguém que tenha uma longa carreira pela frente."

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