Carsten Horst/ Hyset/ RF1
Carsten Horst/ Hyset/ RF1

Gutiérrez promete que equipe estreante Haas virá forte em 2016

Fórmula 1 terá equipe norte-americana no grid do ano que vem

CIRO CAMPOS, O Estado de S. Paulo

12 Novembro 2015 | 12h53

Em 2016 a Fórmula 1 voltará a ter uma equipe norte-americana no grid e um dos pilotos da escuderia prometeu nesta quinta-feira que a novata será a surpresa da próxima temporada. O mexicano Esteban Gutiérrez voltará à categoria no cockpit da Haas e explicou que a estrutura da fábrica e a escolha dos integrantes asseguram a possibilidade de se ter um campeonato muito competitivo.

Os Estados Unidos não têm equipe na Fórmula 1 desde 1980, quando o país contou com a Shadow no grid. A Haas aposta na experiência obtida com suas equipes em categorias americanas como a Nascar e a Fórmula Indy. A escuderia terá como pilotos o francês Romain Grosjean, atualmente na Lotus, e o mexicano Gutiérrez, que disputou duas temporadas pela Sauber. "A Haas está entrando de forma muito séria. A equipe nos mostrou bons números do carro, provaram que vão formar um time competitivo, com engenheiros importantes e boa direção. A ideia me convenceu muito e temos tudo para ter bons resultados", disse o mexicano.

A expectativa na Fórmula 1 é para ver como uma equipe norte-americana vai se sair em uma categoria majoritariamente europeia. Assim como as demais concorrentes, a Haas montou uma base na Inglaterra. O dono da equipe, Gene Haas, atua no automobilismo desde 2002 e o chefe da escuderia será o italiano Guenther Steiner, que teve passagens na Fórmula 1 por Jaguar e Red Bull.

O comando da Haas escolheu formar uma dupla de pilotos com experiência na categoria. Grosjean está no grid há seis temporadas e subiu dez vezes ao pódio. Já o mexicano passou o ano de 2015 como piloto de testes da Ferrari e nos dois anos anteriores correu pela Sauber. O melhor resultado foi um sétimo lugar obtido em 2013 no GP do Japão.

"Vamos usar motores Ferrari, o que permite vir com toda a experiência dos anos anteriores. Vamos poder testar a evolução, ter uma integração com a equipe e acrescentar muito ao desenvolvimento", afirmou Gutiérrez, que retorna à categoria ansioso pela oportunidade de, pela primeira vez, correr no GP do seu país. "Só de saber que vou guiar no próximo ano e poder disputar o GP do México será algo extraordinário", ressaltou.

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