Nelson Antoine/AP - 22/11/12
Nelson Antoine/AP - 22/11/12

Haddad se reúne com Ecclestone para discutir reforma em Interlagos

Promotor da F-1 condiciona a continuação da prova de SP a mudanças relevantes no autódromo

Livio Oricchio, de O Estado de S. Paulo,

24 de novembro de 2012 | 20h48

O prefeito eleito, Fernando Haddad, e o atual prefeito, Gilberto Kassab, tiveram um encontro na noite de sexta-feira, 23, com Bernie Ecclestone, promotor da Fórmula 1, para começar a discutir a necessidade de Interlagos passar por importante reforma estrutural. O encontro foi rápido, cerca de meia hora, num hotel da cidade, e no domingo, 25, no autódromo, os três vão dar sequência à conversa. Segundo uma fonte presente, "Haddad mostrou-se bastante sensível à questão".

Ecclestone condicionou a continuação da Fórmula 1 em São Paulo, em entrevista exclusiva ao Estadão, a mudanças relevantes em Interlagos, em especial a construção de uma nova área de box e a criação de um paddock, área de trabalho, quase inexistente, hoje.

A reunião de sexta-feira foi uma iniciativa de Kassab para apresentar Haddad a Ecclestone. O prefeito eleito apenas perguntou por quanto tempo o dirigente inglês poderia garantir a Fórmula 1 em São Paulo depois de as solicitações de reforma da FOM e da FIA serem atendidas. O contrato da Prefeitura com a Formula One Management (FOM) termina com a edição de 2014 do GP do Brasil.

Haddad demonstrou interesse em dar sequência ao programa de atualizações de Interlagos e a manutenção da Formula 1 em São Paulo. Foi na gestão da ex-prefeita Luiza Erundina, em 1990, que o evento regressou à cidade, depois de permanecer no Rio de Janeiro de 1981 a 1989. Erundina era do PT, como Haddad.

A então prefeita e seu grupo de trabalho criaram mecanismos de viabilizar a volta da Fórmula 1 a São Paulo entre novembro de 1989 e março de 1990, o que em parte justifica a simplicidade e a desatualização das edificações. Havia pouco tempo para refazer Interlagos.

Existe, agora, um projeto quase pronto estudado com representantes da organização do GP do Brasil e Charlie Whiting, delegado de segurança da FIA. A obra prevê a construção de novos boxes e área de paddock no lado interno da Reta Oposta. Como o regulamento exige pelo menos 250 metros entre a linha de chegada e a primeira curva, por esse projeto será necessário ampliar um pouco a Reta Oposta, pois a Descida do Lago ficaria muito próxima de onde os carros largam.

E já que há a necessidade de mexer no traçado, é provável que se discuta a criação de uma seção de alta velocidade, essencial não só para a Fórmula 1 como para a formação de novas gerações de pilotos brasileiros, que não sabem o que é isso em Interlagos.

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