Hakkinen, vitória carregada de emoção

Das 20 vitórias de conquistou na Fórmula 1, a deste domingo no GP dos Estados Unidos, ao lado da de Silverstone, na Inglaterra, este ano, e de Mônaco, em 1998, foram as mais importantes da carreira que se encerrará dia 14, no Japão. Mika Hakkinen, da McLaren, finlandês de 33 anos, completados sexta-feira, estava eufórico, diante de 175 mil torcedores. "Quem não deseja ganhar em Indianápolis?" E prometeu para Suzuka: "Teremos componentes novos no carro, a equipe quer voltar a vencer depois de um ano ruim e darei o máximo de novo, hasta la vista!" Rubens Barrichello, da Ferrari, disputou outra grande corrida, mas abandonou, com o motor estourado, a menos de duas voltas do fim. Michael Schumacher, seu companheiro, acabou em segundo e David Coulthard, McLaren, terceiro.Poucos pilotos desejavam tanto a vitória, deste domingo, quanto Hakkinen. "Não só por este ser meu penúltimo GP, mas por tudo o que me aconteceu no fim de semana", disse. "Na sexta-feira os mecânicos trocaram o motor da minha McLaren em 35 minutos e hoje refizeram meu carro depois que eu bati no treino da manhã." Ele demonstrou irritação com a punição imposta pelos comissários, por ter entrado na pista, no warm-up, de manhã, com a luz vermelha ainda na saída de box."Queria dizer alguma coisa a eles quando estava no pódio", falou. "Eles tinham de usar o bom senso, compreender que não vi o farol." Hakkinen caiu de segundo para quarto no grid, como punição."Devo dizer que foi muito interessante ver o motor da Ferrari de Rubens explodir", afirmou Hakkinen. O brasileiro diminuía a cada volta a diferença que o separava do finlandês e iria lutar pela vitória, mas na 71.ª volta, de um total de 73, parou a Ferrari que soltava fumaça por todo o lado. "Não sei se conseguiria manter-me em primeiro", comentou Hakkinen. Competir relaxado é a melhor coisa do mundo, segundo sua própria descrição. "Depois do anúncio em Monza, de que vou parar um ano, pude me concentrar apenas no meu trabalho e nem mesmo selecionar mais minhas palavras." Como Michael Schumacher, Hakkinen respondeu aos norte-americanos que nunca pensou em disputar as 500 Milhas de Indianápolis. "É muito perigoso."

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