Rudy CAREZZEVOLI / POOL / AFP
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Hamilton admite pressão para vencer GP de São Paulo, mas reconhece favoritismo de Verstappen

Piloto britânico afirma que desempenho na temporada da Fórmula 1 está longe do ideal. Piloto holandês lidera competição com 19 pontos de diferença

Felipe Rosa Mendes, O Estado de S.Paulo

11 de novembro de 2021 | 15h23

Em desvantagem no Mundial de Fórmula 1, Lewis Hamilton admite que está sob pressão para buscar um bom resultado no GP de São Paulo, no domingo. Apesar de se sentir em casa no Brasil, o piloto britânico reconhece que ele e a Mercedes estão devendo no campeonato, liderado pelo rival holandês Max Verstappen, da Red Bull, por uma diferença de 19 pontos.

“Toda corrida é uma corrida que precisamos vencer, principalmente desde que voltamos do recesso de verão (na Europa). Mas não temos conseguido colocar isso em prática”, reconheceu o heptacampeão mundial, nesta quinta-feira, no Autódromo de Interlagos. “Tirar o máximo do carro tem sido difícil ao longo de toda a temporada”, afirmou.

Hamilton também reconheceu que a Red Bull é a favorita para a etapa brasileira, por apresentar um motor que se adequa melhor à atitude da capital paulista. “Da última vez que estivemos aqui, eles foram incrivelmente fortes. Então, será bem difícil superá-los neste fim de semana, mas não vamos desistir.”

O rendimento de Verstappen na etapa passada, no México, também surpreendeu o piloto britânico. “Acho que o ritmo deles estava fenomenal na corrida passada. Eles estão muito fortes ao longo de toda a temporada. Têm o melhor carro do grid, como se pode perceber.”

No domingo passado, Verstappen obteve uma vitória quase de ponta a ponta. Ele ultrapassou o finlandês Valtteri Bottas, companheiro de Hamilton na Mercedes, e não foi alcançado pelos rivais até o fim. Após a corrida, Bottas foi criticado por não ter contido o holandês na largada. Nesta quinta-feira, o inglês evitou polemizar sobre o assunto. 

“É um esporte de equipe. É o jeito que a nossa modalidade funciona. Não me importo muito. É claro que gostaria de fazer as coisas sozinho, mas, com uma Red Bull à frente e outra atrás, a estratégia pode ir contra você. Então temos de trabalhar como um time, por isso temos dois carros”, afirmou.

Longe de repetir as grandes performances dos últimos anos, o dono de sete títulos mundiais venceu apenas cinco corrridas em 18 etapas disputadas na temporada até agora. Trata-se de sua pior performance na F-1 desde que passou a integrar a Mercedes, em 2013. Na ocasião, venceu apenas uma prova durante todo o campeonato.  

Com o desempenho abaixo do esperado, ele está 19 pontos atrás de Verstappen. A situação ruim pode ficar pior se a Mercedes confirmar uma possível troca em um dos componentes do seu motor. A mudança geraria como punição a perda de cinco posições no grid de largada, no domingo. 

Nesta quinta, o piloto evitou comentar a possível sanção. “Até onde eu sei, o motor está bem”, minimizou

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