Hamilton conquista torcida de secretário da Pessoa Deficiente

Roberto Belleza fala com o inglês, que tem um irmão com paralisia cerebral e prestigia o esporte paraolímpico

Martín Fernandez, Estadão

18 de outubro de 2007 | 18h44

Lewis Hamilton não consegue andar sossegado pelo paddock de Interlagos. Onde o inglês vai, um batalhão de fotógrafos e cinegrafistas vai atrás. Por isso, o piloto da McLaren mal pára: acena, sorri e dá autógrafos, mas sempre caminhando, tentando se desvencilhar do assédio. Nesta quinta-feira, o único momento em parou para conversar foi com o assessor de esportes da Secretaria Municipal da Pessoa Deficiente, Roberto Belleza. Por 10 minutos, Hamilton e Roberto, que se locomove em cadeira de rodas, conversaram sobre as dificuldades enfrentadas pelos portadores de deficiência. Hamilton sabe bem o que é isso. Seu irmão Nicholas teve paralisia cerebral e também usa uma cadeira de rodas. "Nossa equipe paraolímpica é muito forte", contou Roberto ao inglês. "Eu sei", respondeu Hamilton. "Sempre que posso, eu acompanho eventos esportivos como as Paraolimpíadas", comentou ao inglês. Diante da simpatia do piloto da McLaren, Roberto esqueceu completamente o patriotismo. "Ah, os brasileiros que me desculpem, mas eu vou torcer para ele. É o nosso campeão", derreteu-se. "Ele é muito simpático, não é nem um pouco estrela, é muito simples. Lembra mesmo o Senna." Hamilton entendeu o nome do ídolo, sorriu e se despediu. Roberto Belleza contou que nas duas arquibancadas novas construídas em Interlagos, há 36 lugares especiais para deficientes, inclusive com elevadores. "Todas as arquibancadas tubulares também estão adaptadas para receber pessoas com necessidades especiais. O Hamilton gostou bastante do que contamos para ele", disse.

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