Hamilton diz ter esquecido insultos racistas na Espanha

Piloto inglês deixa o passado para trás e pensa na temporada deste ano da Fórmula 1 com a McLaren

Efe

18 de fevereiro de 2008 | 18h06

O piloto inglês Lewis Hamilton, da McLaren, disse nesta segunda-feira ter esquecido os insultos racistas feitos por alguns torcedores no circuito da Catalunha, na cidade espanhola de Barcelona, durante testes de pré-temporada da Fórmula 1.Veja também: Chefão da F-1 diz que incidente com Hamilton é 'caso isolado' Após receber na cidade russa de São Petersburgo o Prêmio Laureus como Revelação de 2007, Hamilton convocou a imprensa para dizer que este assunto, para ele, já foi "totalmente esquecido"."Prefiro olhar à frente. O carro está funcionando muito bem e a equipe evolui, por que falar disso agora? É algo que faz parte do passado", disse o inglês.Ao falar sobre o futuro, o piloto da McLaren explicou que o ambiente na escuderia é "cordial" com a presença do finlandês Heikki Kovalainen no lugar do espanhol Fernando Alonso, hoje colega do brasileiro Nelsinho Piquet na Renault.Para Hamilton, "existe uma confiança mútua" entre ele e Kovalainen. O inglês disse que ambos estão fazendo um bom trabalho e que têm muito em comum, como o fato de serem "jovens e competitivos" e de estarem disputando o segundo Mundial de Fórmula 1 de suas carreiras.O vice-campeão de 2007 disse até que costuma jogar tênis com seu companheiro de escuderia - vale lembrar que, no ano passado, a McLaren sofreu com o clima tenso entre Hamilton e Alonso.O piloto inglês também falou sobre seu interesse em disputar corridas de Fórmula 1 à noite, dizendo estar sempre disposto a ter novas experiências, e em correr na Rússia, caso os planos de realização de um grande prêmio no país dêem certo. "Gosto desse país, comecei a conhecê-lo nos filmes de James Bond", disse a revelação da última temporada.Hamilton não quis dizer exatamente quem serão seus grandes adversários na luta pelo título deste ano, e previu uma temporada "muito similar" à anterior. "Os próximos testes serão decisivos para evidenciar o estado de cada carro. Atualmente, não é possível opinar sobre quem vai ter chances ou não", comentou o piloto.

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